28 de junho de 2022
Diário de Goiás • atualizado em 22/06/2020 às 13:37

Prefeitura e empresários mantêm planejamento para reabrir Região da 44 no dia 30

Região da 44 preocupa prefeitura e governo estadual. Foto: Arquivo DG
Região da 44 preocupa prefeitura e governo estadual. Foto: Arquivo DG

Mesmo após decisão judicial que proíbe a reabertura de estabelecimentos comerciais em Goiânia, prefeitura e empresários da Região da Rua 44 continuam debatendo protocolos visando a retomada das atividades. Reunião ocorreu na manhã desta segunda-feira (22), e o diálogo deve continuar em novos encontros.

O presidente da Associação Comercial da Região da Associação Empresarial Região da 44- AER44, Jairo Gomes, disse que os comerciantes continuam trabalhando para uma retomada das atividades na próxima terça-feira, dia 30, conforme previsão em decreto municipal publicado na última sexta-feira (19).

“A região está parada há mais de 90 dias.  Eu entendo que a decisão foi infeliz, porque cada desembargador não conhece a realidade. Entendo que essas pessoas precisavam ir lá ver o sofrimento das pessoas. Poderia ter repensado. A decisão do prefeito não foi abrupta, negociou com o empresário para abrir de forma segura. Não podemos voltar de qualquer maneira, mas com responsabilidade e segurança”, argumentou.

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A secretária de Planejamento, Zilma Percursor Campos Peixoto relatou que o planejamento para reabertura não foi interrompido, pois a qualquer momento pode ter algum tipo de decisão sobre o assunto.

Entre os temas debatidos foi a instalação das barreiras sanitárias. Haverá proibição de estacionamento na região e restrição de circulação de veículos e pedestres. Os pormenores da discussão foram debatidos.

“Lá teremos 12 entradas que são as ruas transversais a 44 e à Contorno. Faremos o fechamento total para entrada e saída de veículos e a proibição de estacionamento, protocolos já estabelecidos no decreto. Estamos tratando como vai ser o controle do pedestre, para controle de temperatura, uso de máscara, álcool em gel, se isso vai ser feito loja a loja ou nas barreiras que estão sendo estudadas”, explicou.

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Para Zilma Campos, a ação do Ministério Público foi precipitada. Ela argumentou que o Município não vai descuidar dos protocolos de Saúde, mas que é o momento de se pensar na atividade econômica, pois muitas famílias estão sem nenhum tipo de renda.

“O decreto não foi publicado sem uma nota técnica da Secretaria Municipal de Saúde e o COE está dentro da secretaria. Da minha parte entendo que houve uma precipitação, até porque a prefeitura não teve a oportunidade de ser ouvida. Entendemos que o decreto saiu com nota técnica e que devemos apresentar qual é a condicionante de saúde”, relatou.