06 de setembro de 2026
FINANÇAS

Prefeitura de Anápolis estima voltar à Capag B em 2026

Município precisa avançar na classificação do STN para poder renegociar financiamento em condições vantajosas
Centro Administrativo Adhemar Santillo: prefeitura estima ter índices para melhorar Capag. (Foto: Paulo de Tarso)
Centro Administrativo Adhemar Santillo: prefeitura estima ter índices para melhorar Capag. (Foto: Paulo de Tarso)

A de Anápolis deve retomar neste ano Capacidade de Pagamento (Capag) B junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN). É esta a projeção da Secretaria de Economia, que considera que o município já atingiu os indicadores necessários para elevação da avaliação de crédito – hoje em C – em 2026.

“A contabilidade está muito segura que chegaremos à Capag B em 2026”, resumiu o prefeito Márcio Corrêa (PL) em entrevista nesta quinta-feira (5).

A gestão quer melhorar a nota para renegociar o empréstimo firmado pela administração de Roberto Naves (). No ano passado, a aprovou uma autorização para a contratação de nova operação de crédito de até R$ 756 milhões, desde que ele tenha condições mais vantajosas que o atual.

No ano passado, Corrêa teve negociação com instituições financeiras, como a Caixa Econômica Federal, mas não avançou. Segundo ele, com Capag C os juros permanecem elevados.

Na série histórica da avaliação da STN, apenas no exercício relativo a 2023 teve Capag B. Nesta classificação, o Tesouro considera que o ente possui uma boa fiscal e um nível de risco baixo para operações de crédito. Isso significa juros mais baixos. E é isso que Corrêa quer.

O financiamento – usado no pacote de obras Anápolis Investe – tem custo mensal elevado para os cofres públicos. Hoje, a Secretaria de Economia estima a receita própria média mensal da prefeitura em R$ 80 milhões. Deste valor, R$ 72 milhões são empregados na folha de pagamento e outros R$ 20 milhões vão para as parcelas do empréstimo. Ou seja, há um déficit primário de R$ 12 milhões mensais – sem considerar fontes extras.

Segundo o prefeito, em 2025 foi possível economizar R$ 300 milhões com custeio, mas a administração teve outro baque: a queda de R$ 189 milhões com arrecadação de ICMS. Neste cenário, melhorar a avaliação junto à STN ganha contornos de sobrevivência.

“Procuramos fazer gestão em várias áreas para buscar equilíbrio fiscal. Precisamos melhorar Capag. Tive oportunidades de renegociação, mas num juro muito alto, não atrativo. Indo para a Capag B conseguiremos baixar as taxas”, disse Corrêa.


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