21 de julho de 2026
OTIMISMO

Prefeitura de Anápolis espera retomar Capag B no próximo mês

Administração diz que deixou déficit de R$ 270 milhões para atingir superávit primário no último ano
Prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, durante prestação de contas na Câmara. (Foto: Paulo de Tarso)
Prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, durante prestação de contas na Câmara. (Foto: Paulo de Tarso)

A prefeitura de Anápolis espera que já no próximo mês a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) reavalie a Capacidade de Pagamento (Capag) do município e conceda novamente a nota B. No ano passado, a cidade voltou à avaliação C, o que atrapalha os planos do prefeito Márcio Corrêa (PL) de contrair um novo empréstimo para pagar as operações de crédito firmadas nos últimos anos da administração Roberto Naves (Republicanos).

Em audiência pública de prestação de contas referente ao último quadrimestre de 2025, nesta sexta-feira (10), na Câmara Municipal, o secretário de Economia, Marcelo Olímpio, previu que até maio a STN deve conceder a Capag B a Anápolis.

Segundo ele, o município está muito seguro de que as medidas tomadas desde 2025 foram suficientes para alterar o quadro fiscal. Os números apresentados mostram que a prefeitura deixou um déficit de R$ 270 milhões no 3º quadrimestre de 2024 para chegar a um superávit primário de R$ 194 milhões no fim do último ano.

“Nós reduzimos 47% de gastos com combustível, 61% com software apresentando soluções caseiras ou renegociações. Foram essas e outras medidas que tomamos para sairmos de uma situação muito difícil e, por isso, estamos confiantes que vamos conseguir atingir a nota”, resumiu o gestor da pasta.

O prefeito, por sua vez, afirmou que os juros dos empréstimos firmados pelo seu antecessor custaram R$ 100 milhões aos cofres públicos. “Nós poderíamos ter R$ 100 milhões a menos de juros para pagar. Olha, com R$ 100 milhões a menos, por exemplo, eu poderia recapear boa parte das ruas da cidade”, exemplifica.

No ano passado, a Câmara Municipal autorizou o prefeito a contratar um empréstimo de R$ 756 milhões. À época, em setembro, uma emenda foi aprovada para limitar a operação à finalidade de que a contratação seria feita para pagar a dívida anterior.


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