O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, afirmou que a Prefeitura está promovendo ajustes técnicos no programa de recapeamento asfáltico para ampliar o alcance das obras e garantir o uso mais eficiente dos recursos públicos. Em entrevista ao Diário de Goiás, o gestor destacou que a estratégia adotada prioriza trechos realmente comprometidos, evitando intervenções desnecessárias em vias que ainda apresentam boas condições.
Segundo Mabel, ao assumir a gestão, a equipe identificou que projetos anteriores previam o recapeamento de vias inteiras, mesmo quando parte delas não demandava intervenção. “Às vezes você pega uma avenida de três quilômetros, mas só precisa fazer dois. Aquele um que está bom, eu faço em outro lugar. Para que eu vou fazer os três?”, questionou. Com essa reavaliação ponto a ponto, o prefeito afirma que será possível “esticar o programa” e ampliar a meta inicial de 500 quilômetros para cerca de 700 a 800 quilômetros de vias recuperadas.
O prefeito explicou que as equipes técnicas analisam cada trecho, definindo exatamente onde a obra deve começar e terminar. “A equipe vai, analisa ponto por ponto, faz as marcações e a recuperação no lugar exato. Assim a gente gasta o dinheiro público de uma forma melhor e faz mais obras na cidade”, disse.
Mabel também ressaltou mudanças na forma de atuação durante o período chuvoso. Tradicionalmente, segundo ele, as prefeituras se limitam a operações de tapa-buraco nessa época do ano. Em Goiânia, porém, a gestão tem adotado um modelo mais robusto. “Não é um tapa-buraco qualquer. A gente recorta o buraco todo, passa o ligante, põe a massa e vibra. É um tapa-buraco profissional”, afirmou. Além disso, em locais onde o recapeamento já é necessário, a Prefeitura tem optado por executar diretamente o asfalto, evitando gastos duplos.
Para 2026, o prefeito projeta um investimento de aproximadamente R$ 400 milhões no programa de asfaltamento. O montante deve permitir a recuperação de cerca de 400 quilômetros de vias. Paralelamente, a administração já prepara uma nova licitação para os anos de 2027 e 2028, com foco em soluções mais econômicas e adequadas às condições de cada via.
Entre essas alternativas está o uso do micropavimento, indicado para locais onde a base do asfalto está preservada, mas há início de fissuras. “Você protege aquele pavimento, passa um micropavimento, que é muito mais barato e ainda dura mais cinco ou seis anos”, explicou Mabel. Segundo ele, esse conjunto de medidas permitirá que, ao longo dos próximos anos, Goiânia receba asfalto novo “onde realmente precisa”, com responsabilidade fiscal e planejamento de longo prazo.
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