06 de outubro de 2026
Buscando aprovação

Prefeito Mabel se reúne com vereadores e explica funcionamento do Fundo de Investimento Imobiliário

Mabel detalhou que o fundo será gerido por uma empresa gestora por meio de licitação, com objetivo de criar renda para o município; reunião tem objetivo de reduzir resistência à aprovação do projeto
Foto: Divulgação
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O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), esteve em reunião com 15 da capital, nesta segunda-feira (14), para explicar o funcionamento do Fundo de Investimento Imobilário, projeto para o qual busca aprovação na Câmara. A iniciativa tem como objetivo reduzir a ociosidade e os custos de manutenção dos imóveis públicos, valorizar o patrimônio e ampliar o potencial de geração de receitas para o município, no entanto, tem enfrentado resistência na Casa.

Conforme Mabel, a prefeitura tem deixado passar, mensalmente, valores que poderiam estar auxiliando no déficit da Previdência Municipal. Segundo o prefeito, ainda na gestão de , uma avaliação apontou que terrenos da Prefeitura valiam juntos cerca de R$ 300 milhões, valor este que poderia estar sendo usado para solucionar parte do problema. “Hoje, a Prefeitura joga fora, a cada seis meses, uma quantidade de terreno daquela (R$ 300 milhões mensais gastos com a Previdência) porque ela tem que cobrir o déficit da Previdência”, explicitou ao detalhar que o valor cobriria os custos.

“É um dinheiro que poderia estar se usando para fazer mais hospitais, mais , mais praças, mais uma série de coisas. Nós usamos isso para cobrir déficit de Previdência. Então precisa dar uma solução”, reforçou.

Mabel argumentou aos parlamentares que o fundo seria parte da solução viável para a questão. “Estamos delapidando o patrimônio público, não agindo. Então nós precisamos agir e o agir é nós fazermos esse fundo que protege o patrimônio público, cria uma receita, saímos fora desse déficit da Previdência e criamos essa segurança. Porque a Prefeitura tem uma dívida com ela, mas não paga a dívida que tem”, detalhou.

Funcionamento do Fundo

Na reunião, o prefeito informou aos vereadores como o projeto vai funcionar na prática. Segundo ele, a partir de uma , será designada uma empresa especializada na área para gerir os imóveis e áreas públicas. “Nessa licitação, você logicamente coloca clausas apertadas para que entrem lá realmente que tenham histórico de tomar conta de fundos, fundos que tenham dado rentabilidade e tudo mais”, ressaltou.

“Nós vamos fazer com que as áreas públicas possam estar dentro de um fundo que continua sendo patrimônio da Prefeitura e ao mesmo tempo ela dá rendimento, ao invés dela ficar do jeito que estão hoje, descuidadas e invadidas”, reiterou Mabel.

Resistência na Câmara

O chefe do Executivo municipal tem enfrentado uma resistência para a aprovação do projeto na Câmara devido a alguns pontos, que chegaram a ser questionados pelos parlamentares. Entre eles, a exigência de que o projeto apresente uma lista de quais imóveis e áreas municipais farão parte do Fundo Imobiliário, informação ausente no documento inicial.

O prefeito reforçou que, primeiramente, será feita a identificação dos imóveis com potencial pela empresa gestora, que em seguida passarão por uma avaliação e estudos técnicos, antes de poderem ser integralizados ao fundo. Segundo ele, é preciso inicialmente avaliar os ativos, antes de colocá-los à disposição da exploração econômica. Assim sendo, nem todos os imóveis da Prefeitura serão inseridos no fundo, dependerá da viabilidade, por isso, a ausência de uma lista prévia.


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