O prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, falou publicamente sobre a morte dos netos Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8 anos, assassinados pelo próprio pai, Thales Machado. Durante uma coletiva de imprensa realizada na cidade para tratar de um programa de moradia, o prefeito relembrou a convivência com os meninos e classificou a tragédia como uma “perda irreparável”.
Segundo Dione, os netos cresceram dentro de sua casa e mantinham uma relação muito próxima com ele desde pequenos. “É uma perda irreparável, é algo que a gente não imagina na vida e a gente pede a Deus para que nos dê força para que eu possa, enquanto possível, cumprir com o meu papel como prefeito e, claro, um olhar também muito grande pra família”, declarou.
De acordo com o delegado Felipe Salas, responsável pela investigação do caso, o prefeito foi uma das primeiras pessoas a chegar ao local do crime. Ele teria ido até a residência da família cerca de 20 minutos após Thales publicar, nas redes sociais, uma mensagem com tom de despedida. A postagem foi apagada pouco tempo depois.
Relembre o caso
O crime ocorreu na madrugada de 11 de fevereiro, quando os irmãos estavam dormindo. Miguel chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Modesto de Carvalho, mas não resistiu aos ferimentos. Benício também foi socorrido, passou por cirurgia e ficou internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual de Itumbiara, porém acabou falecendo dias depois.
Em fevereiro, a Polícia Civil de Goiás concluiu o caso como duplo homicídio seguido de suicídio. As investigações apontam que o crime foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento com a ex-mulher, Sarah Araújo, que estava em São Paulo no momento dos fatos. Thales havia contratado um detetive particular para seguir a esposa.
O profissional informou ao secretário que viu Sarah com outra pessoa, mas só enviou imagens às 22h50. Antes mesmo de receber o conteúdo, Thales iniciou uma sequência de ligações e ameaças. Segundo a polícia, ele afirmou que a vida dela viraria “um inferno” e enviou fotos dos filhos dormindo, indício considerado fundamental para caracterizar a premeditação.
Com a morte do autor, o inquérito será arquivado. A investigação concluiu que não há indícios de envolvimento de terceiros.
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