A candidatura de esquerda em Goiás tem um norte para a eleição ao governo de Goiás em 2026: eleitores de Lula. Historicamente, figuras deste campo político têm dificuldade de levar candidaturas competitivas ao Palácio das Esmeraldas, embora candidatos a presidente pelo PT – Lula, sobretudo -tenham desempenhos melhores no estado.
E é de olho neste eleitorado que a centro-esquerda trabalha a pré-candidatura. Um dos nomes sondados é o do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Gilvane Felipe. Ao DG, ele lembrou que, em 2022, apesar do percentual abaixo de dois dígitos da candidatura petista ao governo estadual, Lula obteve 39% dos votos em primeiro turno em Goiás e é nesse patamar que Felipe quer trabalhar.
“Temos que partir do piso de voto que Lula teve em 2022. Ele teve 39% de votos no primeiro turno. Esses 39% são votos mais fáceis de trabalharmos. Eu creio que a nossa candidatura, essa candidatura unificada da esquerda e centro-esquerda, tem que ter como alvo esse público”, afirma.
Embora a candidatura do campo de esquerda não seja vista como favorita para o pleito de outubro, o presidente do Iphan aposta que será competitiva, desde que defenda o legado do presidente da República. “Se ela conseguir trabalhar bem, fazer esse vínculo entre a campanha estadual e a de reeleição de Lula, apresentar propostas que sejam factíveis e reais para a administração de Goiás, creio que podemos chegar perto disso e quem sabe ir para o segundo turno. É um grande desafio, mas creio que nessa eleição é factível”, avalia.
Gilvane Felipe presidiu o Cidadania em Goiás até dezembro de 2023, quando a executiva nacional decidiu pela saída dele discordâncias sobre a definição do partido na eleição para a prefeitura de Goiânia em 2024. Desde então, ele se aproximou mais das lideranças petistas a ponto de ser cotado como candidato a governador. “Fiquei muito lisonjeado por ter sido um dos nomes lembrados para essa disputa”, ressalta. “Nosso nome ser lembrado hoje, considero uma honra, principalmente por esse segmento de esquerda e centro-esquerda”, completa.
Hoje presidente do Iphan, Felipe já foi candidato ao executivo da capital em 2008, quando teve 7% dos votos. “Nós disputamos a prefeitura de Goiânia com êxito, com quase nenhum recurso, e obtivemos uma votação histórica, com uma campanha criativa e de conteúdo.”
Ele evita estipular prazos e aponta que a resolução do nome da esquerda em Goiás virá com boa política: “(Faremos isso) Conversando, mexendo o doce e vendo como construir unidade”, destaca. “O importante é que esquerda e centro-esquerda tenham uma candidatura unificada, não só para favorecer as candidaturas proporcionais, mas para ajudar a reeleição do presidente Lula”, completa.
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