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O pré-candidato ao Senado e ex-senador cassado em 2012, Demóstenes Torres (PTB), afirmou que é preciso ter  ”nervos de aço” para disputar uma vaga de candidato na base aliada do governo. Ao Diário de Goiás, o ex-senador defendeu que é preciso analisar quem tem mais votos e mais apoio político para que saia como candidato.

A primeira vaga, de Marconi Perillo (PSDB), já está definida. Já o segundo nome da base ainda está sendo discutido e tem a senadora Lúcia Vânia (PSB) como forte postulante. Confrontado sobre as reais possibilidades de se eleger, o procurador de justiça respondeu: “Essa coisa é nervos de aço. Já que todos queremos ir para a base do governo, acho que é interessante estabelecer critérios para não deixar sequelas e fraturas”, afirmou.

O ex-senador citou como exemplo as eleições de 2001, quando os nomes certeiros para a segunda vaga no Senado era o deputado federal Vilmar Rocha. Depois ficou estabelecido que seria o ex-ministro da fazenda Henrique Meirelles, até que nas convenções da coligação Demóstenes saiu como candidato.

“Em julho, próximo das convenções, nós devemos ter várias pesquisas nesse sentido para saber quem deve ser candidato. Eu me submeto”, concluiu o procurador.

Elegível

Nesta terça-feira (27), o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu uma liminar derrubando a inelegibilidade de Demóstenes Torres, que deveria durar até 2027. A liminar já foi publicada e o procurador da Justiça já foi notificado. Precisam ainda ser notificados o Senado, a Advocacia Geral da União e o senador Wilder Morais (PP) - que assumiu a cadeira de Demóstenes quando ele foi cassado pela Casa.

Depois do julgamento do mérito (decisão definitiva), o procurador pode ainda voltar ao Senado para continuar o mandato que acaba no dia 31 de dezembro desse ano. No entanto, a candidatura para o ano que vem é o maior interesse do ex-senador e já se tornou possível com a decisão judicial provisória da Suprema Corte.

“Alguém que tem nove vitórias judiciais não pode ser culpado. O Ministério Público fez uma investigação na minha vida e não encontraram nada”, se defendeu o ex-senador. Em 2012, ele foi acusado de usar o mandato para favorecer o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira e condenado por corrupção e organização criminosa na Operação Monte Carlo.

Em outubro de 2016, o STF anulou a validade das provas contra Demóstenes, por serem gravações telefônicas feitas sem a permissão da Corte. Mais tarde, em junho do ano passado, o Tribunal de Justiça de Goiás arquivou os processos contra o ex-senador. 

Assista a entrevista completa em vídeo:

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