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Freire em conversa com a senadora Lúcia Vânia (Foto: Marcley Matos- Diário de Goiás)
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A divisão entre DEM e PSDB é ruim para partidos de centro-direita durante o processo eleitoral de 2018. A avaliação é do presidente nacional do PPS que esteve em Goiânia neste sábado (17), para participar de atividade da legenda. Ele defende união desses grupos para enfrentar o que chamou de perigosa alternativa: Bolsonaro e o PT de Lula, mesmo não acreditando que ele não será candidato, por conta da ficha limpa.

Para Roberto Freire, a divisão entre DEM e PSDB é um “equívoco político”. Ele afirmou que o ideal para este grupo era a união. Ele entende que se as duas legendas já estivessem caminhando juntas, o cenário político poderia estar um pouco mais definido, facilitando as articulações para o processo eleitoral. Freire disse que se ocorre uma aliança entre as duas legendas, provavelmente o PPS estaria junto.

O presidente nacional do PPS entende que os partidos de centro-direita precisam se unir para não permitir o avanço da alternativa reacionista que é a pré-candidatura do deputado Jair Bolsonaro e do PT, mesmo Lula não sendo candidato como ele acredita. Para Freire, as duas bandeiras são antidemocráticas, pois uma é defensora da ditadura militar no Brasil e outra em países como a Venezuela, dirigida por Nicolás Maduro.

“Acho que se ficarem divididos é um equívoco político, dividir uma parte significativa do centro democrático é fundamental para impedir que você tenha uma alternativa que não devendo menosprezar, mas que é um desastre, que é antidemocrática e não tem nada a dizer ao país, salvo a dizer um grau de indignação, muito da raiva que a sociedade tem, que é o caso do Bolsonaro. Por outro lado, o PT com sinal trocado não tem compromisso democrático. Se um apoia ditaduras de regime militar no Brasil, no caso Bolsonaro, o PT apoia na Venezuela, e isso não é bom. Estamos saindo dessa crise porque vivemos numa democracia”, declarou.

Para Freire a pré-campanha já está atrasada, tudo por conta da crise política que o país ainda vive, e por obstáculos na economia que ainda não foram superados na totalidade. Ele acredita que o momento é de transição, mesmo o atual governo apresentando uma série de fragilidades.

Atual governo

Sobre o governo do presidente Michel Temer (MDB), Roberto Freire afirmou que embora haja uma melhora nos índices econômicos, a aceitação da gestão federal junto à população brasileira ainda é baixa. Questionado sobre a possibilidade de uma eventual candidatura do grupo político do presidente, Freire disse que isso será possível apenas se a economia se recuperar na plenitude e o governo conseguir dar respostas efetivas na segurança pública no Rio de Janeiro

Caso Marielle

Roberto Freire lamentou o ocorrido e argumentou que o sucesso da intervenção federal também passa por tragédias. Ele disse que situações semelhantes ocorreram em outras partes do mundo como Colômbia e Itália, em que houve uma reação do crime organizado quanto as ações tomadas pelo Estado.

“Tem esse aspecto da intervenção federal na área da segurança no Rio de Janeiro, os primeiros resultados estão aí, inclusive na tragédia também. Nenhuma dessas operações no mundo, no combate à corrupção, à criminalidade trouxe tragédias. Quem conhece a história da Colômbia e seus cartéis, a operação Mão Limpa na Itália, ninguém pensa que isso no Rio vai ser muito pacífica. Uma combatente contra a criminalidade foi executada. Isso tem alguns sinais. A intervenção não é apenas soldados na rua, mas quebrar a promiscuidade e a corrupção junto ao crime organizado. Se o governo melhorar isso, talvez consiga melhorar a imagem”, declarou.

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