Uma operação da Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (10) dois ex-servidores da prefeitura de Goiânia. Eles são suspeitos de fraudar um contrato de compra de tinta inseticida, cujo valor é de R$ 4,4 milhões celebrado em 2024 pela Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social (SEDHS) e a empresa fornecedora. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 2,7 milhões.
A dupla pode responder por associação criminosa, modificação irregular de contrato administrativo e fraude em contrato público. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados judiciais na Operação Núcleo Paralelo, sendo dois de prisão temporária, em Brasília, e 11 de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Valparaíso de Goiás e também na capital federal.
As investigações tiveram início em agosto do ano passado. O contrato previa a compra de 2,5 mil latas de tinta inseticida, utilizada no combate à dengue na capital. A polícia identificou um núcleo paralelo de compras, com servidores e ex-servidores comissionados que deram celeridade maior que a habitual à licitação.
As milhares de latas foram entregues próximas ao vencimento. A investigação verificou ainda que a metragem dos locais que receberiam a pintura foi inflada e houve falhas na fiscalização.
A Polícia Civil verificou ainda que houve aplicação da tinta foi feita sem critério e até em imóveis que estavam desativados. Outra irregularidade é uma divergência entre o volume adquirido – de 10 mil litros, e o aplicado.
Em nota, a Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) disse que a operação é referente à gestão anterior e está à disposição para colaborar com as autoridades. Também em nota, o ex-prefeito Rogério Cruz informou que não é parte no processo judicial e, assim, não tem conhecimento do seu conteúdo
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