12 de fevereiro de 2026
PEÇA-CHAVE

Polícia encontra celular de corretora morta em esgoto de condomínio

Aparelho pode ajudar a polícia a determinar como Daiane foi atacada e se foi morta no próprio condomínio ou já na mata onde corpo foi encontrado
Corretora Daiane Alves de Souza gravava trajeto quando desapareceu. (Foto: Reprodução)
Corretora Daiane Alves de Souza gravava trajeto quando desapareceu. (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil encontrou o celular da corretora Daiane Alves, que foi assassinada em Caldas Novas. De acordo com a defesa da família da vítima, o telefone estava no esgoto do condomínio onde ela morava e se desentendeu com o síndico, que confessou tê-la assassinado. O telefone foi encontrado durante perícia na última sexta-feira (30).

A investigação trata o aparelho como uma peça fundamental. Câmeras de segurança do condomínio mostram que a corretora desceu pelo elevador com o telefone nas mãos e gravando. A polícia espera recuperar o conteúdo da filmagem para esclarecer questões que ainda se impõem.

A corporação confirmou que encontrou o celular, que está sob análise técnica, mas afirmou que não vai divulgar detalhes para não comprometer o andamento das investigações. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de Daiane ter morrido após um disparo de arma de fogo. Ainda há dúvidas se ele ocorreu ainda no condomínio ou já na mata onde o corpo foi encontrado.

Em entrevista ao Fantástico, exibida neste domingo (1), o delegado André Barbosa, que apura o homicídio, disse que Daiane fez várias gravações antes de ser morta. A última foi interrompida, o que reforça a linha de investigação policial.

“Quando ela desce ao subsolo, ela grava dois vídeos e encaminha para sua amiga. O que isso mostrou para os investigadores? Que ela gravou um primeiro vídeo e enviou. Gravou um segundo vídeo, e enviou. Quando está claramente gravando um terceiro vídeo, este nunca chegou a ser enviado. Isso mostrou para nós que ela não queria desaparecer, e que, de alguma forma, este vídeo foi interceptado”, disse o investigador.

O síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, está preso junto com o filho Maicon Douglas. Ele confessou o assassinato, enquanto Maicon é suspeito de obstrução de Justiça ao ajudá-lo a destruir provas. Cleber nega a participação do filho.


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