A Polícia Civil encontrou o celular da corretora Daiane Alves, que foi assassinada em Caldas Novas. De acordo com a defesa da família da vítima, o telefone estava no esgoto do condomínio onde ela morava e se desentendeu com o síndico, que confessou tê-la assassinado. O telefone foi encontrado durante perícia na última sexta-feira (30).
A investigação trata o aparelho como uma peça fundamental. Câmeras de segurança do condomínio mostram que a corretora desceu pelo elevador com o telefone nas mãos e gravando. A polícia espera recuperar o conteúdo da filmagem para esclarecer questões que ainda se impõem.
A corporação confirmou que encontrou o celular, que está sob análise técnica, mas afirmou que não vai divulgar detalhes para não comprometer o andamento das investigações. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de Daiane ter morrido após um disparo de arma de fogo. Ainda há dúvidas se ele ocorreu ainda no condomínio ou já na mata onde o corpo foi encontrado.
Em entrevista ao Fantástico, exibida neste domingo (1), o delegado André Barbosa, que apura o homicídio, disse que Daiane fez várias gravações antes de ser morta. A última foi interrompida, o que reforça a linha de investigação policial.
“Quando ela desce ao subsolo, ela grava dois vídeos e encaminha para sua amiga. O que isso mostrou para os investigadores? Que ela gravou um primeiro vídeo e enviou. Gravou um segundo vídeo, e enviou. Quando está claramente gravando um terceiro vídeo, este nunca chegou a ser enviado. Isso mostrou para nós que ela não queria desaparecer, e que, de alguma forma, este vídeo foi interceptado”, disse o investigador.
O síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, está preso junto com o filho Maicon Douglas. Ele confessou o assassinato, enquanto Maicon é suspeito de obstrução de Justiça ao ajudá-lo a destruir provas. Cleber nega a participação do filho.
Leia mais sobre: Caldas Novas / Daiane Alves Sousa / Cidades

