A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), via Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (GEPROT), deflagrou na manhã desta quinta-feira (15), em Goiânia, a operação “Pontapé Inicial”, com foco no combate à violência envolvendo torcidas organizadas. A ação teve como objetivo o cumprimento de cinco ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão, expedidos contra dois investigados adultos e um adolescente.
Os alvos da operação são vinculados à torcida organizada Esquadrão Vilanovense, mais especificamente ao grupo conhecido como “8º Comando”, apontado pelas investigações como responsável por ataques e emboscadas contra torcedores rivais na Região Metropolitana de Goiânia.
Segundo a Polícia Civil, são apurados os crimes de tentativa de homicídio qualificado, por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de associação criminosa. Em relação ao adolescente, são investigados atos infracionais análogos a esses delitos.
Emboscada violenta
As investigações indicam que o grupo esteve diretamente envolvido em uma emboscada registrada na noite de 11 de novembro de 2025, no Setor Vera Cruz II, em Goiânia. Na ocasião, a vítima, torcedor do Goiás Esporte Clube, foi abordada pelos suspeitos, que a associaram, no imaginário do grupo, à torcida organizada rival.
O torcedor passou a ser violentamente agredido com socos, chutes, pauladas e pedradas, sendo derrubado ao solo e submetido a agressões sucessivas. Ao tentar fugir, a vítima foi novamente cercada e sofreu uma nova sequência de ataques, ainda mais intensos.
De acordo com a apuração policial, nesse segundo momento, o adolescente investigado teria desferido diversos golpes de arma branca, atingindo a vítima na região do pescoço e do dorso. O homem ficou gravemente ferido e precisou de atendimento médico de urgência.
Prisões e apreensões
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os dois investigados maiores de idade foram presos, enquanto o adolescente foi apreendido. A polícia também recolheu armas brancas, aparelhos celulares, além de outros elementos de prova e materiais associados à torcida organizada à qual os investigados pertencem.
Segundo a Polícia Civil, os materiais apreendidos irão subsidiar a continuidade das investigações e ajudar na reconstrução da dinâmica do crime, bem como na identificação de outros possíveis envolvidos.
Investigações continuam
A Polícia Civil de Goiás informou que as investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar e responsabilizar outros autores que tenham participado direta ou indiretamente da ação criminosa. A corporação reforça que ações como a operação “Pontapé Inicial” buscam coibir a violência associada ao futebol e garantir a segurança de torcedores e da população em geral.
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