08 de dezembro de 2023
Política • atualizado em 31/03/2013 às 14:59

Polêmica na Base: Nome de Vilmar Rocha não é consenso. Discussão esta antecipada

O anúncio do nome de Vilmar Rocha ( PSD) como nome da base para a disputa pelo senado em 2014 no grupo da base aliada parece não ser unanime. É o que revela a reportagem de Ana Paula Viana, do Jornal Tribuna do Planalto, na edição desse final de semana. Presidentes de dois partidos e até uma liderança do PSDB criticam a discussão antecipada. O Presidente do PP no estado, Roberto Balestra, ressalta que “Nunca vi uma discussão política nesse período”. Para o presidente do PTB o tempo de escolha de nomes é outro “Nós não discutimos isso ainda e não é nosso tempo. O PTB tem outro tempo”. Para o Presidente da Agetop, o que ocorreu foi uma sinalização do governador em relação ao apoio a intenção de Vilmar Rocha ser candidato a senador.

 

 

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Ana Paula Viana – Estagiária do Convênio Tribuna/PUC-GO

O apoio anunciado pelo governador Marconi Perillo (PS¬DB) à candidatura do secretário-chefe da Casa Civil, Vilmar Rocha (PSD), ao Senado em 2014, durante encontro do PSD em Rio Verde, no início do mês, mexeu com a sua base aliada. Lideranças de vários partidos, inclusive do PSDB, não dão respaldo à decisão do governador. Para eles, apesar da liderança que Marconi exerce em seu grupo, o apoio a Vilmar não é automático.

Em clima de campanha, o encontro regional do PSD foi marcado pelo apoio ao projeto de reeleição de Marconi Perillo. O governador chegou quase no fim do evento, mas ainda em tempo de defender a escolha do chefe da Casa Civil do seu governo ao Senado. “Se tem uma coisa que está decidida no meu partido é apoiar Vilmar Rocha em 2014. Essa é a vontade do PSDB”, anunciou.

Na contramão da afirmação de Perillo, lideranças tucanas afirmam que a decisão coletiva do partido ainda não foi tomada e que este não é momento para tal discussão. Eles deixam claro que haverá um esforço para o lançamento de uma candidatura própria do PSDB. O senador Cyro Mi¬randa, inclusive, acredita que Marconi pode ter sido pressionado a apoiar Vilmar e que o pessedista “não tem legitimidade” para disputar a vaga.

Fora do PSD, dois dos principais partidos que compõem a base governista, o PTB e o PP também não assinam embaixo da manifestação do governador em prol da candidatura de Vilmar Rocha. Os presidentes dos dois partidos demonstram certa dúvida em relação à atitude que será tomada sobre a escolha do postulante ao Senado.

A posição em cima do muro desses partidos demonstra que o apoio de Marconi ainda não convence os demais partidos de sua base política. Eles deixam claro que a discussão ainda vai ocorrer dentro do consórcio governista e que Vilmar Rocha não será candidato automático ao Senado em 2014.

O deputado federal e presidente do diretório estadual do PP, Roberto Balestra, disse não ter “nada contra e nem a favor” à possível candidatura de Vilmar. Para o pepista, a decisão será tomada no momento oportuno. “Estou confuso. Nunca vi uma discussão política nesse período”, pontua, numa crítica velada ao anúncio tão antecipado.

Assim como Balestra, o líder da bancada goiana na Câmara Federal, deputado Jovair Arantes (PTB), também considera antecipada a discussão e pontua que o ponto de vista do governador não é, ainda, o mesmo de seu partido. “O governador tem o tempo dele. Nós não discutimos isso ainda e não é nosso tempo. O PTB tem outro tempo”, avisa.

Confirmando a hipótese de um desgaste na base governista, Jovair ressalta ainda que a candidatura de Vilmar tem total legitimidade, mas que isso não significa que terá o apoio de todos os partidos que a compõem.

Para o presidente da Age¬top, Jayme Rincon, a atitude do governador pode ter sido uma “sinalização”. Para ele, Vilmar é o melhor nome hoje, mas, para ser candidato, precisará ser o melhor nome em junho de 2014. “Em alguns momentos, você tem de emitir alguns sinais em relação a projetos futuros. O governador tem uma experiência muito grande nessa área política, então acho que ele sabe avaliar o momento”. (Leia a entrevista com Jayme Rincón nas páginas 4 e 5).

“Preparado”
O líder do PSD, Vilmar Rocha, não quis falar a respeito deste assunto com a reportagem da Tribuna. A sua assessoria, porém, forneceu algumas declarações que secretário deu recentemente, dizendo que as definições, de fato, serão concretizadas somente ano que vem, mas que isso não o impede de manifestar seus planos e ser “transparente”. “Eu me sinto preparado para ser candidato. Se vou ser, e se for, se serei eleito, eu não sei. Mas estou sendo sincero ao anunciar minha intenção”, frisou.

Na contramão de Cyro Miranda, Vilmar Rocha acredita que a manifestação de Marconi não foi pressionada ou forçada e sim, um ato “corajoso” e “espontâneo”. “Ele transmitiu para a base o que ele pensa”, disse.
Sobre a disputa pela vaga na chapa, Vilmar disse que está legitimado a disputá-la, novamente na contramão do que pensa Cyro. Para o secretário da Casa Civil, o fato de o PSD ser o segundo maior partido da base em número de prefeitos eleitos e de vereadores, ter quatro deputados federais e uma boa bancada estadual, dá plenos direitos de disputa ao partido.

“É natural que tenhamos uma representação na chapa majoritária e eu coloquei meu nome para essa disputa. É legítimo também que o Cyro reivindique a vaga. Ele é o atual senador e tem direito de se reeleger. É democrático. E podem até surgir outros nomes também. Nada impede isso”, explica Vilmar, via assessoria.


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