14 de fevereiro de 2026
PRIORIDADE

Plano Diretor será foco do debate na Câmara de Anápolis em 2026

Atualizado pela última vez há dez anos, carta magna das diretrizes urbanas precisa de reformulação este ano. Sessões retornam na segunda-feira (2)
Sessões da Câmara Municipal serão retomadas na próxima semana com PD em debate. (Foto: Allyne Laís)
Sessões da Câmara Municipal serão retomadas na próxima semana com PD em debate. (Foto: Allyne Laís)

O ano legislativo de 2026 na Câmara Municipal de Anápolis começa na próxima segunda-feira (2) com um tema central: o Plano Diretor. Conforme determina o Estatuto das Cidades, este é o ano para atualizá-lo, uma vez que a última alteração ocorreu em 2016, portanto, há dez anos, prazo estabelecido para que o município promulgue novo texto.

Ao DG, a presidente da Casa, Andreia Rezende (Avante), diz que a atualização das diretrizes urbanas é a prioridade. “O Plano Diretor, que estabelecerá caminhos para solucionar problemas históricos e fortalecer o desenvolvimento urbano da cidade de maneira ordenada e sustentável”, ressaltou. “Estou certa que a aprovação do plano de diretor e as leis correlatas será um dos maiores levados dessa legislatura”, completou.

O decano da Câmara, Jakson Charles (PSB) aponta que dentro do Plano Diretor é preciso se incluir um texto mais robusto com exigências para encarar um problema histórico da cidade: a drenagem urbana. “Passou da hora de a gente discutir a drenagem da cidade. É uma deficiência enorme. Precisamos disso para melhorar a vida das pessoas”.

O líder do prefeito Márcio Corrêa (PL) na Câmara, Jean Carlos (PL), aponta que a discussão é fundamental e recai também aos pormenores, como o debate sobre o aterramento da fiação. “E obviamente esperamos que possamos avançar na implementação das políticas públicas, em relação, por exemplo, ao Programa Construindo Sonhos e uma série de dispositivos que possam contemplar o Plano de Governo Municipal”, completou.

Da oposição, Rimet Jules (PT) teme que o debate sobre as diretrizes urbanas se apequene se não houver endosso popular no processo. “O Plano Diretor é uma agenda fundamental, mas só terá o destaque necessário se a gente conseguir envolver as lideranças civis, a população, em torno deste debate. Se for um projeto atabalhoado, de atropelo, não vai ter a relevância que merece”, destaca.

Ainda no ano passado, a Câmara Municipal instalou uma Comissão Especial, em outubro, para iniciar os debates e garantir a participação popular na elaboração do novo plano. Muitos dos pontos polêmicos devem permear, por exemplo, o aumento do perímetro urbano. Drenagem e áreas de proteção ambiental também são pontos sensíveis.


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