O ano legislativo de 2026 na Câmara Municipal de Anápolis começa na próxima segunda-feira (2) com um tema central: o Plano Diretor. Conforme determina o Estatuto das Cidades, este é o ano para atualizá-lo, uma vez que a última alteração ocorreu em 2016, portanto, há dez anos, prazo estabelecido para que o município promulgue novo texto.
Ao DG, a presidente da Casa, Andreia Rezende (Avante), diz que a atualização das diretrizes urbanas é a prioridade. “O Plano Diretor, que estabelecerá caminhos para solucionar problemas históricos e fortalecer o desenvolvimento urbano da cidade de maneira ordenada e sustentável”, ressaltou. “Estou certa que a aprovação do plano de diretor e as leis correlatas será um dos maiores levados dessa legislatura”, completou.
O decano da Câmara, Jakson Charles (PSB) aponta que dentro do Plano Diretor é preciso se incluir um texto mais robusto com exigências para encarar um problema histórico da cidade: a drenagem urbana. “Passou da hora de a gente discutir a drenagem da cidade. É uma deficiência enorme. Precisamos disso para melhorar a vida das pessoas”.
O líder do prefeito Márcio Corrêa (PL) na Câmara, Jean Carlos (PL), aponta que a discussão é fundamental e recai também aos pormenores, como o debate sobre o aterramento da fiação. “E obviamente esperamos que possamos avançar na implementação das políticas públicas, em relação, por exemplo, ao Programa Construindo Sonhos e uma série de dispositivos que possam contemplar o Plano de Governo Municipal”, completou.
Da oposição, Rimet Jules (PT) teme que o debate sobre as diretrizes urbanas se apequene se não houver endosso popular no processo. “O Plano Diretor é uma agenda fundamental, mas só terá o destaque necessário se a gente conseguir envolver as lideranças civis, a população, em torno deste debate. Se for um projeto atabalhoado, de atropelo, não vai ter a relevância que merece”, destaca.
Ainda no ano passado, a Câmara Municipal instalou uma Comissão Especial, em outubro, para iniciar os debates e garantir a participação popular na elaboração do novo plano. Muitos dos pontos polêmicos devem permear, por exemplo, o aumento do perímetro urbano. Drenagem e áreas de proteção ambiental também são pontos sensíveis.

