Dezenas de filiados do PL em Goiás lotaram a sede do Diretório Estadual do partido, no Setor Oeste, desde as 10h à espera da chegada do presidente nacional Valdemar Costa Neto, que, por volta das 11h42 estava no palco com outros líderes. O presidente estadual da legenda, senador Wilder Morais, havia confirmado à imprensa que ele estava a caminho de Goiânia.
A vinda de Costa Neto e a chegada de muitos filiados, líderes e militantes, inclusive do interior, endossa a pré-candidatura do senador ao governo de Goiás nas eleições de 2026.
Movimento político mais apimentado do pós-carnaval, esse encontro deve ter desdobramentos dentro e fora do PL de Goiás. Como mostrou o jornalista Altair Tavares, editor-geral do Diário de Goiás, em publicação no perfil do jornal, políticos como o ex-presidente da Assembleia, Lissauer Vieira, o deputado federal Zacharias Calil (UB), o ex-candidato a prefeito de Goiânia do PL, Fred Rodrigues, e o empresário Leonardo Rizzo do partido Novo, estão entre os presentes na sede do PL. São pessoas que defendiam um candidato próprio da extrema-direita ao governo de Goiás esse ano.
Ainda não se sabe se Costa Neto terá algum encontro fora do PL, por exemplo, com o governador Ronaldo Caiado (de saída do UB para o PSD). Essa possibilidade tem sido cogitada desde que o governador disse que consideraria a candidatura de Wilder para valer, somente depois de ouvir do presidente nacional do PL. Isto, mesmo depois de o senador ter anunciado aval do ex-presidente Jair Bolsonaro após visita-lo na Papudinha, onde Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
O imbróglio envolve uma tentativa do governador de fortalecer a base governista em torno da candidatura de Daniel Vilela (MDB), levando o PL junto, em troca de oferecer a vaga de candidato ao senado para o deputado federal Gustavo Gayer, ao lado da primeira-dama Gracinha Caiado, que já está confirmada na chapa. Gayer, como era de se esperar, não esteve no evento convocado por Wilder, ao menos até por volta das 11h30, embora aliados seus, como Fred Rodrigues, estejam no local.
O nome de Wilder foi endossado por Costa Neto nas palavras do senador, como estratégia para dar palanque ao PL em Goiás ao pré-candidato a presidente do PL, o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente. Jair Bolsonaro teria dito que a escolha seria do presidente do partido porque o nome na disputa nacional, o do filho mais velho, partiu de Bolsonaro e ambos tinham um acordo neste sentido. Mesmo assim, Wilder foi desacreditado por Gayer publicamente.
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