23 de abril de 2024
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PIB goiano supera o nacional com crescimento de 5,7% no segundo trimestre

Aumento do PIB no Estado foi estimulado pelos bons desempenhos na agropecuária, indústria e serviços
Setor de indústrias avançou 5,9% no Estado no segundo trimestre do ano. Foto: Wenderson Araújo/ CNA
Setor de indústrias avançou 5,9% no Estado no segundo trimestre do ano. Foto: Wenderson Araújo/ CNA

O Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás teve resultado positivo, mais uma vez. Puxado pelos bons desempenhos na agropecuária, indústria e serviços, superou o PIB nacional. O último levantamento do Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Socioeconômicos (IMB) apontou crescimento de 5,7% no PIB goiano no segundo trimestre de 2022, superior ao nacional que foi de 3,2%.

No cenário mundial, a economia goiana também se mostra mais promissora. Uma projeção feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) acusa que a análise do PIB mundial deste ano está 0,4% abaixo da anterior, ficando na casa dos 3,2%. O percentual de crescimento se mostra bem menor do que o registrado em 2021, de 6,1%.

Os novos surtos de Covid-19 e a Guerra na Ucrânia contribuíram na desaceleração do crescimento mundial, com quadro inflacionário decorrente do aumento nos preços de alimentos e de energia. Para o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, Goiás tem seguido em ascensão mesmo com esse cenário desfavorável, graças à ações de estímulo. “Mesmo diante de um cenário desafiador no âmbito mundial e nacional, que tem puxado para baixo as expectativas de crescimento dos PIBs, Goiás tem seguido em ascensão nesse processo de retomada da economia. Muito desse resultado é advindo das ações de estímulo e de reestruturação do cenário goiano frente aos setores que demandam atenção, fomento e políticas públicas para prosperarem no pós-pandemia”, afirma.

Agropecuária

A agropecuária goiana cresceu 5,4% no segundo trimestre deste ano, indo na contramão do recuo de 2,5% registrado no âmbito nacional. O desempenho das culturas temporárias e as adversidades climáticas que atingiram o destaque de produção da região Sul, fizeram com que Goiás se destacasse no ranking dos estados, atingindo a segunda posição na produção de soja, que registrou recorde de sagra e ganho de produtividade.

Indústria

O setor industrial também se destacou com avanço de 5,9%, contra 1,9% de crescimento do segmento no âmbito nacional. A construção civil, a indústria extrativa e a indústria de transformação foram peças chaves. As atividades da indústria com maiores taxas acumuladas no ano, em Goiás, são a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (25,4%), puxada pelo incremento da produção de automóveis; e a fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (9,2%), puxada pelo aumento da produção de medicamentos.

Serviços

Em relação ao setor de serviços, o crescimento foi de 5,5%, enquanto que no nacional, foi registrado somente 4,5%. O bom desempenho se deve às atividades de administração, educação e saúde pública, defesa e seguridade social, comércio e transporte.

Geração de Empregos

Goiás também segue sendo o estado que mais gerou empregos formais no Centro-Oeste. No segundo trimestre de 2022 foram geradas 40 mil novas vagas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Outro indicador que reflete o bom desempenho do mercado de trabalho goiano é a queda na taxa de desocupação, que passou de 12,4%, no 2º trimestre de 2021 para 6,8% no 2º trimestre de 2022, segundo o IBGE.

Em relação ao mercado de trabalho formal, os dados também são positivos. Em Goiás houve geração de 40.289 novos empregos no 2º trimestre de 2022, acumulando, no 1º semestre, 76.441 novas vagas. Apesar do impacto negativo da pandemia, o saldo de emprego formal no Estado foi negativo em apenas cinco meses, durante a série histórica iniciada em março de 2020.


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