10 de agosto de 2022
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PIB goiano foi o terceiro que mais cresceu durante a pandemia, estima consultoria

Economia goiana se beneficia de valorização das commodities atreladas ao agronegócio e deve ter resultado expressivo
Agronegócio foi a mola propulsora. (Foto: Ipog)
Agronegócio foi a mola propulsora. (Foto: Ipog)

Estimativa da MB Associados, divulgada na última segunda-feira (11), pela Folha de S. Paulo, aponta que o PIB de Goiás deve crescer 4,5% no período de pandemia, entre 2020 e 2022. O resultado, se efetivado, colocaria o estado com o terceiro melhor resultado, atrás de Mato Grosso do Sul (4,9%) e Tocantins (4,7%).

Para efeito de comparação, no mesmo período o PIB do Brasil registrou crescimento real de 0,5%. A MB Associados diz que o crescimento acentuado da economia do estado se deve à elevação das commodities do agronegócio.

Relatório publicado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), do final de 2021, aponta que a valorização desses ativos ocorre em razão da recuperação das atividades econômicas globais à medida que os países avançam em seus esforços de vacinar as populações e, subsequentemente, removem as restrições de deslocamento.

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No ano de 2019 o PIB goiano cresceu, oficialmente, 2,2%, somando R$ 208,6 bilhões, o que determina três anos consecutivos de resultados positivos após quedas em 2015 e 2016.

Também em 2019, a economia de Goiás representou 2,8% da nacional, ficando na nona posição no país. Todos os setores econômicos contribuíram para o avanço do PIB no ano que antecedeu a pandemia mundial. A agropecuária avançou 1,4%, a indústria, que vinha apresentando queda desde 2015, cresceu 2,9% em 2019, na comparação com 2018, e o setor de serviços cresceu 1,9%.

Em relação ao PIB brasileiro, em 2020, primeiro ano da pandemia, houve uma forte queda de 3,9%, mas cresceu em 2021 (4,6%), conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A MB projeta estagnação desse resultado em 2022, com expectativa de variação nula, o que promoverá um leve avanço de 0,5% nos três anos de pandemia no Brasil frente a 2019.

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