15 de julho de 2026
Polícia Federal • atualizado em 06/07/2026 às 19:34

PF mira esquema de apostas ilegais e cumpre mandados em Goiânia e Aparecida de Goiânia

Operação Véu de Maia investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa; duas pessoas são alvo da ação em Goiás
A Polícia Federal cumpriu mandados em Goiânia e Aparecida de Goiânia durante a Operação Véu de Maia, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à exploração ilegal de apostas. Foto: Polícia Federal.
A Polícia Federal cumpriu mandados em Goiânia e Aparecida de Goiânia durante a Operação Véu de Maia, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à exploração ilegal de apostas. Foto: Polícia Federal.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (6), a Operação Véu de Maia para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligado à exploração ilegal de apostas de quota fixa no Brasil. Em Goiás, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida de Goiânia.

Ao todo, a operação cumpre nove mandados de busca e apreensão e buscas pessoais em seis cidades: Goiânia, Aparecida de Goiânia, São Paulo, Ribeirão Preto (SP), Porto Alegre (RS) e Canoas (RS). Segundo a PF, em Goiás duas pessoas são alvo da investigação. Um mandado foi cumprido na capital e outro em Aparecida de Goiânia.

As investigações tiveram início após informações encaminhadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda. De acordo com a apuração, 87 empresas são suspeitas de atuar como interpostas pessoas para movimentar recursos de operadores irregulares de apostas esportivas.

A Polícia Federal também investiga a possível remessa ilegal de valores ao exterior por meio de criptoativos, mecanismo que teria sido utilizado para ocultar a origem e o destino dos recursos financeiros.

O nome da operação, Véu de Maia, faz referência ao conceito hindu de “maya”, que significa “ilusão”. Conforme a PF, a denominação simboliza a aparência de legalidade atribuída a empresas formalmente constituídas que, segundo as investigações, teriam sido utilizadas para esconder as movimentações financeiras relacionadas ao esquema.

Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, organização criminosa e outros delitos que forem identificados ao longo das investigações.


Leia mais sobre: / / / / Cidades / Notícias do Estado