A ofensiva do PT contra a filiação do deputado estadual Julio Pina ao PV ganhou novo capítulo. Lideranças do partido acionaram formalmente a Federação Brasil da Esperança para tentar barrar a entrada do parlamentar. As informações são da coluna Giro, do Jornal O Popular publicada nesta terça-feira (31).
O deputado estadual Mauro Rubem e os vereadores Edward Madureira, Fabrício Rosa e Kátia Maria, todos do PT, enviaram carta à comissão executiva estadual da federação pedindo a revisão da filiação.
No documento, os petistas apontam “alinhamento firme e constante” de Julio Pina com a direita em Goiás, argumento que sustenta a tentativa de barrar sua entrada em uma federação vinculada ao campo progressista. Pina é apoiador declarado do governador Ronaldo Caiado (UB) e também já antecipou apoio ao vice-governador Daniel Vilela (MDB), na sucessão ao Palácio das Esmeraldas.
A iniciativa formaliza uma reação que já vinha sendo feita publicamente. Mauro Rubem já havia se posicionado contra a filiação e defendido a possibilidade de veto. “Tenho a opinião que essa filiação não deve ser confirmada, pois aqui está claramente uma tentativa de usar a chapa da federação. Sou contrário”, afirmou ao jornalista Domingos Ketelbey.
O petista também sustenta que a decisão não pode ser tomada de forma isolada pelo PV. “A legislação diz que, em caso de federação, os partidos que compõem devem ser ouvidos e têm direito a veto em casos de filiação de pessoas públicas como o caso em questão.”
Do outro lado, o presidente estadual do PV, Cristiano Cunha, rejeita a tese e acusa o PT de tentar concentrar espaço político dentro da federação. “O PT não aceita perder vaga pra ninguém e quer ocupar todos os espaços.”
Cunha afirma que não há base estatutária para barrar a filiação e classifica a reação como pressão política. “Querem ameaçar no grito, dizendo que cortarão ele. Isso não se aplica pelo estatuto nacional.”
De acordo com ele, os partidos mantêm autonomia dentro da federação para definir seus quadros. “Há independência dos partidos no Estatuto da Federação. O PT não tem o poder de interferir na autonomia dos partidos.”
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