13 de julho de 2024
Política

Perillo busca nomes para eventual “Plano B”

Reportagem do Jornal O Hoje desta terça-feira (6) mostra que o governador Marconi Perillo (PSDB) já pensa em alternativas para uma possível não disputa da reeleição no ano que vem. Perillo tem dito que não pensa no pleito, mas, provavelmente, as pesquisas que mostram a preferência do eleitor pelo “novo” o incomodam. O novo, que um dia foi ele, não é mais.

A base de Perillo não quer outra alternativa, mas o governador estaria trabalhando para construir possíveis postulantes entre os aliados.

Veja o texto na íntegra, assinado por Flávia Guerra e disponível no site de O Hoje:

“Ao PSDB, por meio do presidente regional, Paulo de Jesus, já deu seu posicionamento sobre uma possível segunda opção da legenda para as eleições do ano que vem. “Não existe plano B para o partido”, enfatiza Paulinho. “Só temos o plano M”, repete ele, insistentemente, em referência à inicial do nome de Marconi Perillo, candidato natural à reeleição. No entanto, com as recentes declarações do governador, de que poderá não encarar o desafio de uma nova disputa, aumentaram os rumores em torno de quem seria a segunda alternativa da base aliada.

Apesar de não tocar mais no assunto, desde que definiu como “quase impossível” uma nova candidatura, em 16 de julho, o próprio Marconi estaria trabalhando para construir possíveis candidatos entre seus aliados, contrariando as expectativas dos que defendem o projeto de reeleição. Os nomes já cogitados se encaixariam no perfil apontado como preferência pelas pesquisas de opinião já realizadas com vistas ao pleito do ano que vem: uma nova identidade para o governo de Goiás. Pessoas ligadas ao governador confirmam a possibilidade de desistência, mas, por outro lado, clamam para que ela não se concretize.

Dentre as opções da base aliada, estaria, por exemplo, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás, Henrique Tibúrcio, que ainda não se filiou a nenhum partido e que tem apresentado – pelo menos em declarações públicas – certa resistência ao desafio da carreira política. No entanto, um almoço realizado ontem, entre Tibúrcio e o governador Marconi Perillo, aumentou os rumores de que o advogado estaria sendo sondado pelo tucano para personificar o tal plano B. Tibúrcio encarna o perfil de “novo” e tem boa popularidade e respeitabilidade no Estado.

Nos bastidores, o comentário é que Marconi estaria, por ele mesmo, incentivando aliados na criação de projetos de campanha. Isso porque existe pressão para que ele encabece a disputa, ainda que contra a própria vontade, vestindo a camisa do interesse coletivo em detrimento do desejo pessoal. O vice-governador, José Eliton (PP), é outro exemplo de quem estaria recebendo incentivos do líder nesse sentido. A ele, o governador delegou ações importantes, como a que envolve a comunicação do governo e o relacionamento do Palácio das Esmeraldas com as lideranças da base aliada.

Na mesma situação encontra-se o ex-prefeito de Goianésia, Otavinho Lage (PSDB), que estaria na lista de opções de Marconi Perillo, caso o projeto de reeleição do governador seja mesmo abortado. Publicamente, Lage, que é um empresário de sucesso no ramo da agroindústria de Goiás, não confirma seu retorno à vida pública, mas pessoas próximas já afirmaram, inclusive, que o vice ideal, no caso dessa candidatura, seria o secretário de Educação do Estado, Thiago Peixoto (PSD). Procurado ontem, Lage não foi encontrado para comentar os rumores, mas já declarou, em outras oportunidades, que não pensa em se candidatar.

Thiago Peixoto, citado como parte integrante de um projeto envolvendo o ex-prefeito de Goianésia, foi apontado também como opção para chefiar o Estado. Jovem e de perfil dinâmico, o secretário de Educação preencheria alguns requisitos que o próprio Marconi apresentou, quando da primeira vitória ao governo, em 1998. Com os sinais de que os eleitores goianos tendem a optar por outros nomes, fugindo do que vem sendo apresentado nos últimos anos, Thiago poderia personificar o desejo de um novo “tempo novo”. Por outro lado, o secretário enfrenta resistência de grande parcela dos servidores públicos, sobretudo, os da educação, que apontam falhas na gestão da pasta.”


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