Depois de quatro meses com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acima da média nacional, Goiânia registrou, em julho, uma inflação inferior à brasileira. Conforme dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou estável – em 0,0%. No Brasil, o indicador ficou em 0,07% no mês passado.
O índice de julho mais baixo para a capital goiana desde agosto do ano passado, quando a cidade teve deflação de 0,4%. Em julho de 2025, também houve queda de preços – com deflação de 0,14%.
Em Goiânia, a variação acumulada nos últimos 12 meses é de 5,56%, enquanto no país ela fica em 4,44%. No ano, a capital acumula 3,51% de alta nos preços. No Brasil, de janeiro a julho, a elevação é de 3,44%.
Contas de energia e gás puxam o índice
Mesmo com a estabilidade do IPCA de Goiânia em julho, os custos relacionados à moradia continuaram pressionando o orçamento das famílias. O grupo Habitação registrou alta de 0,98%, a maior entre os nove grupos pesquisados. Os maiores impactos vieram da energia elétrica residencial, que subiu 2,19%, e do gás de botijão, com alta de 1,75%.
A energia elétrica residencial acumula aumento de 18,89% nos últimos 12 meses em Goiânia, percentual mais que duas vezes superior ao registrado nacionalmente (8,85%). Além disso, julho marcou o segundo mês consecutivo de alta para o item, após avanço de 2,88% em junho.
Já o gás de botijão apresentou comportamento oposto ao observado no país. Enquanto os preços recuaram 1,13% no Brasil, em Goiânia houve alta de 1,75%. Nos últimos 12 meses, o produto acumula aumento de 5,32% na capital.
Comer fora está cada vez mais caro
Enquanto os preços da Alimentação no domicílio recuaram em julho, as refeições feitas fora do domicílio continuaram mais caras para os consumidores goianienses. O subgrupo Alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,54%, resultado praticamente igual ao observado para o Brasil (0,55%).
Em Goiânia, esta foi a 11ª variação positiva nos últimos 12 meses. Desde agosto de 2025 (-0,65%), o subgrupo não registra queda, acumulando sucessivos aumentos em despesas frequentes do dia a dia, como refeições e lanches. Em julho, o lanche subiu 0,96%, enquanto a refeição apresentou variação de 0,02%.
Apesar da pressão recente, o acumulado em 12 meses da alimentação fora do domicílio ficou em 4,79% na capital, abaixo dos 5,55% registrados para o conjunto do país.
Tomate e batata caem, mas carnes sobem
O principal alívio para a inflação de julho veio da alimentação consumida nos domicílios. O subgrupo Alimentação no domicílio registrou queda de 1,02%, contribuindo para que o grupo Alimentação e bebidas encerrasse o mês com variação negativa de 0,61%.
Entre os destaques, o tomate apresentou queda de 27,26% e a batata-inglesa recuou 22,19%. No caso do tomate, a queda foi a maior observada desde julho de 2024 (-37,14%). O produto registrou reduções consecutivas em junho (-7,63%) e julho (-27,26%), encerrando o mês com variação acumulada negativa de 18,83% em 12 meses.
A batata-inglesa apresentou comportamento semelhante. Seu preço caiu 22,19% em julho, a maior retração desde julho de 2025 (-22,24%). Apesar do recuo, ainda acumula alta de 58,44% nos últimos 12 meses em Goiânia.
Em sentido contrário, o item Carnes registrou aumento de 0,30% na capital, enquanto ficou praticamente estável no Brasil (-0,03%). Os maiores aumentos foram observados no acém (1,94%), na chã de dentro (1,53%) e na alcatra (1,38%). Com isso, o item acumula alta de 7,62% nos últimos 12 meses em Goiânia, mantendo pressão sobre um dos produtos mais presentes na alimentação das famílias.
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