14 de junho de 2024
Saúde

Peeling de fenol: saiba o que é e quais os cuidados necessários

Se executado de forma correta e seguindo as orientações, o procedimento traz resultados na produção de colágeno e redução significativa de rugas e manchas
Procedimentos estéticos invasivos, como o peeling de fenol, devem ser feitos apenas por médicos. (Foto: Freepik).
Procedimentos estéticos invasivos, como o peeling de fenol, devem ser feitos apenas por médicos. (Foto: Freepik).

Após a morte de um jovem de 27 anos, em São Paulo, decorrente de complicações geradas por um peeling de fenol, o procedimento tem ganhado uma maior atenção em relação aos cuidados necessários. O procedimento que resultou na fatalidade foi realizado em uma clínica estética, sem que a dona do local tivesse especialidade ou autorização para fazer o peeling. A polícia investiga o caso como homicídio. A clínica foi interditada e multada.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) chama a atenção para que procedimentos estéticos invasivos, como o peeling de fenol, sejam feitos apenas por médicos, preferencialmente com especialização em dermatologia ou cirurgia plástica, de forma a garantir ao paciente atendimento com competência técnica e segurança. Segundo a Agência Brasil, o conselho reforça que todo procedimento estético invasivo precisa ser feito em local apropriado.

A entidade cobra providências por outros órgãos de controle para coibir abusos e irregularidades na área. “A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o apoio das vigilâncias estaduais e municipais, deve reforçar a fiscalização aos estabelecimentos e profissionais que prestam esse tipo de serviço sem atenderem aos critérios definidos em lei e pelos órgãos de controle”, diz nota da instituição.

Conheça o Peeling de fenol

O peeling de fenol é um procedimento autorizado no país. É indicado para tratar envelhecimento facial severo, caracterizado por rugas profundas e textura da pele consideravelmente comprometida, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A técnica, executada de forma correta e seguindo as orientações, traz resultados na produção de colágeno e redução significativa de rugas e manchas, conforme a entidade.

A sociedade médica considera o procedimento invasivo e agressivo, por isso a realização em toda a face demanda extrema cautela. “É importante ressaltar que o procedimento apresenta riscos e tempo de recuperação prolongado, exigindo afastamento das atividades habituais por um período estendido”, informa.

Cuidados essenciais

Antes de se submeter a qualquer procedimento clínico ou dermatológico que utiliza diferentes ácidos ou fórmulas, a recomendação da entidade médica é que o paciente busque consultar um dermatologista. “Este profissional está capacitado para preparar a pele, avaliar adequadamente suas condições e indicar a melhor abordagem individualizada para cada caso, além de orientar sobre os cuidados necessários para evitar as possíveis complicações”.

A dermatologista Gisele Petrone, do Departamento de Cosmiatria da SBD, em entrevista à TV Brasil explicou que antes de fazer esse peeling, tem que avaliar o paciente. Se ele tem uma disfunção cardíaca, ele é contraindicado a fazer este tipo de peeling. “Tem que ter uma avaliação cardiológica, exames antes e complementares para realizar esse procedimento”, afirmou.

De acordo com a Sociedade de Dermatologia, devido ao uso de um composto tóxico absorvido pela pele e, consequentemente, pela corrente sanguínea, são necessárias precauções rigorosas. “É possível que ocorram complicações, como dor intensa, cicatrizes, alterações na coloração da pele, infecções e até mesmo problemas cardíacos imprevisíveis, independentemente da concentração, do método de aplicação e da profundidade atingida na pele”.


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Elysia Cardoso

Jornalista formada pela Uni Araguaia em 2019