09 de outubro de 2026
TECNOLOGIA • atualizado em 24/02/2026 às 10:21

Pedágio free flow: entenda como será a cobrança sem cancela em Goiás

O pedágio sem cancela começa a chegar às rodovias goianas e muda a forma de pagar tarifas. Entenda como funciona o sistema free flow, como será feita a cobrança e o que acontece se o motorista não pagar.
Sistema free flow elimina cancelas e identifica veículos automaticamente por câmeras e sensores sobre a pista. Foto: Reprodução/CCR Rodovias
Sistema free flow elimina cancelas e identifica veículos automaticamente por câmeras e sensores sobre a pista. Foto: Reprodução/CCR Rodovias

O pedágio sem cancela, conhecido como sistema free flow, chega às rodovias de Goiás em breve e representa uma mudança na forma de cobrança das tarifas. Em vez de parar em praças físicas, o motorista passa normalmente pela estrada e o valor é registrado automaticamente por sensores e câmeras instalados sobre a pista.

A tecnologia será implantada em trechos concedidos ao Consórcio Rota Verde Goiás, principalmente na BR-060, com início previsto após autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A previsão é de início das operações em abril.

A proposta é tornar o tráfego mais fluido, reduzir filas e modernizar a cobrança nas rodovias. Mas, na prática, como esse sistema funciona e como o motorista paga a tarifa depois de passar pelo ponto de cobrança?

 

O que é o pedágio free flow

O free flow é um modelo de pedágio eletrônico que dispensa cancelas e cabines de cobrança. Em vez disso, a rodovia possui estruturas metálicas suspensas sobre a pista equipadas com tecnologia de monitoramento.

Quando o veículo passa por esses pórticos, o sistema registra automaticamente a passagem e calcula o valor da tarifa. O motorista não precisa parar nem reduzir a velocidade.

Essa tecnologia já é utilizada em diversos países e vem sendo adotada gradualmente no Brasil em rodovias concedidas à iniciativa privada.

 

Como o veículo é identificado

A identificação ocorre por meio de equipamentos instalados sobre a pista que monitoram continuamente o fluxo de veículos.

O sistema utiliza:

• câmeras de leitura automática de placas
• antenas de comunicação com tags eletrônicas
• sensores de classificação veicular
• medidores de número de eixos em caminhões

Esses dispositivos registram a categoria do veículo e calculam automaticamente a tarifa correspondente.

Motocicletas, carros e caminhões são diferenciados pelo sistema, que também identifica veículos pesados conforme o número de eixos.

 

Como a tarifa é calculada

Ao Diário de Goiás, a Rota Verde esclareceu que, conforme , a cobrança será em valores fixos, segundo o tipo de veículo – assim  como no pedágio tradicional*. Os valores ainda não foram divulgados oficialmente.

 

Como o motorista paga o pedágio depois de passar

No sistema free flow, a cobrança não ocorre no momento da passagem. O valor é registrado e vinculado ao proprietário do veículo.

Após passar pelo ponto de cobrança, o motorista terá prazo de até 30 dias para efetuar o .

A quitação pode ser feita por diferentes canais:

• site da concessionária
• aplicativo oficial
• totens de autoatendimento nos Serviços de ao Usuário (SAUs)

Quem possui tag eletrônica instalada no veículo terá cobrança automática, sem necessidade de ação posterior.

 

O que acontece se o pedágio não for pago

Deixar de pagar a tarifa dentro do prazo não é apenas um débito financeiro. A legislação considera a situação como evasão de pedágio.

Nesse caso, o condutor está sujeito a:

• infração grave de
• multa de R$ 195,23
• cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação

Por isso, acompanhar as cobranças registradas é essencial para evitar penalidades.

 

Descontos para quem usa a rodovia com frequência

Motoristas que possuem tag eletrônica instalada no veículo podem ter benefícios adicionais. O sistema permite descontos progressivos conforme a frequência de uso da rodovia.

Esse modelo busca incentivar o uso da cobrança automática e reduzir a necessidade de pagamento manual posterior.

 

Onde o sistema será implantado

O modelo free flow será aplicado em diferentes trechos de rodovias sob concessão da Rota Verde Goiás.

Serão oito áreas de cobrança sem cancela:

• cinco na BR-060, incluindo Goiânia, Abadia de Goiás, Indiara e Acreúna (com dois pontos)
• três na BR-452, em Santa Helena de Goiás, de Goiás e Itumbiara

As estruturas de cobrança ficarão posicionadas sobre as pistas, sem interferir no fluxo do trânsito.

 

Por que o pedágio sem cancela está sendo adotado

O principal objetivo do sistema é melhorar a fluidez do tráfego e reduzir congestionamentos em áreas de cobrança.

Além disso, o modelo permite:

• redução de filas em feriados e horários de pico
• diminuição do tempo de viagem
• cobrança proporcional ao uso da rodovia
• modernização do sistema de concessões

O free flow também elimina a necessidade de grandes praças físicas de pedágio.

 

O que muda para o motorista na prática

A principal mudança é comportamental. O motorista não precisa mais parar para pagar a tarifa, mas passa a ser responsável por acompanhar e quitar a cobrança posteriormente, caso não tenha tag automática.

Isso exige atenção aos prazos e às notificações da concessionária.

 

Tendência de expansão do modelo no país

A implantação em Goiás faz parte de um movimento maior de modernização da infraestrutura rodoviária brasileira. O sistema de pedágio sem cancela tende a ser expandido gradualmente em novos contratos de concessão.

A expectativa é que o modelo se torne padrão em rodovias com maior volume de tráfego nos próximos anos.

 

 

*Matéria atualizada às 10h18 com informação da Rota Verde sobre a cobrança do pedágio. Em vez de ser feita por quilômetro rodado, como divulgamos inicialmente, os valores serão fixos, de acordo com a empresa. Reafirmamos nosso compromisso com a informação precisa e de qualidade.


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