15 de julho de 2024
Violência doméstica

“Para educá-la”, diz homem que espancou esposa para não ir na audiência de violência doméstica

A polícia afirma que a mulher apresentava hematomas no braço, além de ter sido atingida com socos na cabeça e estrangulamento
Os policiais conseguiram efetuar a prisão do agressor na residência de familiares, localizada no Parque Tremendão. (Foto: Reprodução/PMGO).
Os policiais conseguiram efetuar a prisão do agressor na residência de familiares, localizada no Parque Tremendão. (Foto: Reprodução/PMGO).

A Polícia Militar de Goiás prendeu nesta última quarta-feira (6) um homem que espancou a esposa para impedi-la de comparecer a uma audiência de violência, na qual ele seria o autor das agressões ocorridas em setembro do ano passado. O autor justificou as agressões afirmando que foi “na intenção de educá-la”. A polícia afirma que a mulher apresentava hematomas no braço, além de ter sido atingida com socos na cabeça e estrangulamento.

Funcionários do fórum notaram as marcas das agressões e informaram ao Batalhão Maria da Penha, que prontamente localizou o autor. Os policiais conseguiram efetuar a prisão do agressor na residência de familiares, localizada no Parque Tremendão, em Goiânia. Durante a prisão do agressor em setembro, ele havia trancado a vítima fora de sua própria casa.

Mulher apresentava hematomas no braço, além de ter sido atingida com socos na cabeça e estrangulamento. (Foto: Reprodução/PMGO)

Para os homens que têm a cultura de agredir as suas esposas com a justificativa de educá-las, aqui vai um recado do Batalhão Maria da Penha, Polícia Militar e do Estado de Goiás: Nós estamos aqui para também educá-los porque no Estado de Goiás não admitimos esse tipo de conduta.

Soldado Cecília da PMGO

Batalhão Maria da Penha

A unidade foi criada em 2015 e iniciou-se como Patrulha Maria da Penha, tornando-se um Batalhão de Polícia Militar em 2020, sendo encarregado do policiamento ostensivo de segurança específica para o atendimento qualificado às ocorrências de violência doméstica contra as mulheres. A realização de atendimentos especializados à vítima e aos familiares, e ações preventivas, como visitas comunitárias e solidárias, são práticas constantes realizadas pelo BMP.

“Além desse cuidado, da segurança e da ostensividade que a presença da viatura leva, no qual temos uma policial feminina e um policial masculino, levamos também acolhimento para essa mulher. Isso faz a diferença. É essa segurança e, principalmente, o acolhimento que torna o Batalhão Maria da Penha especializado”, afirmou a Comandante do BPM Maria da Penha, Major Dyrlene Seixas Santana no lançamento da Operação ‘Para Todas As Mulheres’, realizado em dezembro do ano passado.


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Elysia Cardoso

Jornalista formada pela Uni Araguaia em 2019