26 de maio de 2024
Esportes

Para buscar o hexa, Tite terá de quebrar tabu de vencer com galácticos

Tite na Rússia. (Foto: Foto Lucas Figueiredo/CBF/Fotos Públicas)
Tite na Rússia. (Foto: Foto Lucas Figueiredo/CBF/Fotos Públicas)

No maior desafio de sua carreira, no comando da seleção, Tite terá de quebrar um tabu pessoal para tentar levar o Brasil ao hexacampeonato.

O treinador nunca teve estrelas em campo nas conquistas dos títulos mais expressivos. Comandando astros, tropeços e desentendimentos ficaram marcados em sua história.

Com Neymar, Coutinho e Marcelo em campo, o Brasil entra em campo nesta sexta (22), em jogo contra a Costa Rica, em busca da primeira vitória na Copa do Mundo.

Nos títulos mais importante, como os dois Brasileiros pelo Corinthians, a Libertadores e o Mundial, Tite contou com times basicamente de operários, sem nenhum galáctico.

Na eliminação mais importante da vida de Adenor Leonardo Bachi, em 2011, para o Tolima (COL), que levou o Corinthians a ser o primeiro time brasileiro a cair fora em uma fase de pré-Libertadores, ele tinha na equipe nada menos do que os pentacampeões Roberto Carlos e Ronaldo, o Fenômeno.

Tite teve problemas com pelo menos quatros estrelas que comandou: Carlitos Tevez, D’Alessandro, Adriano e Alexandre Pato.

Em 2005, na sua primeira passagem pelo Corinthians, Tite foi mandado embora antes de completar um ano de contrato. O técnico foi demitido depois de uma derrota para o São Paulo, por 1 a 0, em que escolheu o lateral Coelho e não Tevez para bater um pênalti durante a partida.

O iraniano Kia Joorabchian, empresário do argentino e presidente da MSI, empresa que colocava dinheiro no clube na época, entrou no vestiário para cobrar satisfações.

Anos mais tarde, Tite assumiu o Internacional e tinha em seu time o argentino D’Alessandro. Nunca se deram bem, e, durante um jogo, em 2009, os dois só não se agrediram porque o goleiro Clemer e o zagueiro Índio impediram.

A relação ruim acabou levando também a demissão de Adenor, como admitiu o então diretor de futebol do time gaúcho, Fernando Carvalho.

Pós eliminação para o Tolima, Roberto Carlos e Ronaldo se despediram, em fevereiro de 2011, mas logo chegou outra estrela para o elenco de Tite, em março. Dessa vez, Adriano, o Imperador.

No segundo semestre daquele ano, em meio a sucessivos problemas de disciplina, os dois bateram boca e quase chegaram às vias de fato, aos gritos, após um treino.

Adriano marcou dois gols e participou só de oito jogos na passagem pelo clube.

Estava no banco de reservas quando o time conquistou o Brasileiro de 2011. Teve o contrato rescindido depois de 67 atrasos a treinamentos, em março de 2012.

O último conhecido desentendimento de Tite com um astro foi com Alexandre Pato. O próprio treinador se refere ao episódio como a mais marcante bronca dada em um atleta. Em outubro de 2013, na segunda partida das quartas de final da Copa do Brasil, contra o Grêmio, o jogador foi protagonista da eliminação do Corinthians após tentar uma cavadinha em Dida nas cobranças de pênaltis.

No vestiário, Tite chamou Pato de egoísta e disse: “Tu não é da vida. Tu tem que aprender a trabalhar em equipe, tu tem que deixar de ser egoísta. Tu tem que amadurecer e virar um homem”.

O atacante acabou sendo emprestado para o São Paulo logo depois e não trabalharam mais juntos.

Agora, na seleção, Tite precisa encontrar um meio de fazer as estrelas -principalmente Neymar- jogarem pelo hexacampeonato. O primeiro desafio, contra a Suíça, terminou empatado. O segundo é nesta sexta (22), diante da Costa Rica, em São Petersburgo. (Folhapress) 

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