15 de setembro de 2026
CRIME

Pai é apontado como mandante da morte do próprio filho em Trindade

Polícia Civil prende quarto suspeito e afirma que Ozanan Ricardo Machado teria encomendado o assassinato de Thaliton após cobrança de dívida de R$ 50 mil
Ozanan Ricardo Machado é apontado pela Polícia Civil como mandante da morte do próprio filho, Thaliton Henrique Dias Machado, em Trindade. Foto: Reprodução/PCGO.
Ozanan Ricardo Machado é apontado pela Polícia Civil como mandante da morte do próprio filho, Thaliton Henrique Dias Machado, em Trindade. Foto: Reprodução/PCGO.

A Polícia Civil prendeu um quarto suspeito de envolvimento na de Thaliton Henrique Dias Machado, assassinado em 23 de janeiro, na zona rural de , na Região Metropolitana de . Segundo as investigações, o próprio pai da vítima, Ozanan Ricardo Machado, é apontado como o mandante do .

Thaliton trabalhava como chacareiro e foi surpreendido por disparos de arma de fogo quando foi até sua horta. Ele morreu ainda no local. Inicialmente, Ozanan afirmou à polícia que o filho tinha desentendimentos com várias pessoas e poderia ter sido morto por algum desafeto. A versão, porém, não convenceu os investigadores, que passaram a apurar a participação do pai no crime.

Dívida teria motivado assassinato

De acordo com a Polícia Civil, Thaliton havia emprestado cerca de R$ 50 mil ao pai e passou a cobrar o da dívida nas semanas anteriores ao assassinato. Além das cobranças, a vítima teria ameaçado procurar a polícia para contar que Ozanan seria responsável pelo desaparecimento de sua mãe, Aparecida Almeida Dias, desaparecida há cerca de 20 anos, em Pires do Rio.

Segundo a investigação, no dia do crime, Ozanan teria prometido pagar o valor devido ao filho. Em vez disso, teria decidido contratar alguém para matá-lo. A execução teria sido planejada na chácara onde Thaliton foi morto, local cuja localização, conforme a polícia, era conhecida apenas pelo pai e pela madrasta da vítima, Simone.

Executor teria recebido R$ 15 mil

Wanderson da Silva Sousa, irmão de Simone, foi preso na semana passada e, segundo a Polícia Civil, confessou participação no assassinato. Ele teria recebido R$ 15 mil para executar Thaliton.

Após a chegada do advogado, Wanderson permaneceu em silêncio. Agora, a Polícia Civil prendeu um quarto suspeito, que, segundo o delegado Thiago Martinho, é sobrinho de Ozanan.

O pai e a madrasta de Thaliton foram presos na última quinta-feira (30), em Senador Canedo. Segundo os investigadores, os dois moravam em Goiânia e já planejavam uma fuga.

Pai teria planejado novas mortes

As investigações também apontam que Ozanan teria procurado outra pessoa para matar Simone e Wanderson, justamente sua atual esposa e o homem apontado como executor da morte de Thaliton.

Para a Polícia Civil, a tentativa de eliminar pessoas ligadas ao crime indica que Ozanan teria buscado apagar possíveis provas e testemunhas de sua participação no assassinato do filho.

As investigações continuam para esclarecer a participação de todos os envolvidos e também apurar a possível relação de Ozanan com o desaparecimento de Aparecida Almeida Dias.


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