28 de fevereiro de 2024
Santo Torcedor • atualizado em 04/07/2023 às 07:47

Padre gritou “Vila” durante a missa em Trindade, entenda

"Eu sou torcedor do Goiás, muito torcedor do Goiás. Amo o Goiás. Inclusive já fiz até matérias esportivas para o Goiás aqui dentro da igreja.", padre João Bosco

Desde o último domingo (02), circula nas redes sociais um vídeo, no qual o padre João Bosco, pároco da Igreja Matriz de Trindade, aparece gritando “Vila” durante a Missa dos Carreiros, na Romaria do Divino Pai Eterno, de 2023. Nas imagens, o padre aparece ao lado do reitor do Santuário Basílica de Trindade e presidente da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), padre Marco Aurélio Martins da Silva.

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Vídeo da missa viralizou

O vídeo se espalhou rapidamente pela internet, alcançando grande popularidade e engajamento. Em muitos grupos de WhatsApp, por causa da intensa rivalidade no futebol goiano, já circula no formato de meme.

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O Diário de Goiás achou o grito do religioso interessante e resolveu correr atrás de mais informação. O resultado foi uma entrevista com o padre João Bosco, um homem humilde que enxerga no esporte uma oportunidade para evangelizar e transmitir a mensagem de Deus. Com leveza, simpatia e bom humor busca aproximar as pessoas da fé e mostrar que a religião não é algo sombrio ou austero, mas sim uma fonte de renovação e esperança.

Ele contou ao jornal que tudo foi resultado de um desafio que fez com uma amiga. “Eu disse a uma amiga torcedora do Tigrão, que se eu gritasse “Vila” na missa, ela iria comigo ao estádio Serrinha, e ela duvidou”, disse o padre. 

O padre João Bosco tem 47 anos, é goiano de Guapó e foi personagem de uma matéria especial do Esporte Espetacular da TV Globo, que destacava os torcedores ilustres dos times do Brasileirão.

Padre, a missa aconteceu este ano?

A missa foi neste ano, aqui na Romaria do Divino Pé Eterno, de 2023. No sábado, dia 1º, às 17h30, Missa dos Carreiros.

O senhor é torcedor do Vila?

Eu sou torcedor do Goiás, muito torcedor do Goiás. Amo o Goiás. Inclusive já fiz até matérias esportivas para o Goiás, aqui dentro da igreja. Esse ano, no Esporte Espetacular, a gente foi com a camisa do Goiás, defendendo o time. Eu sou totalmente Goiás, até o sangue.

Tem gente falando que o senhor queria falar viva e falou “Vila”. O senhor errou?

Não, foi uma brincadeira, uma aposta que eu fiz com a torcedora do Vila. Uma família de amigos aqui de Trindade. Eu disse que se gritasse Vila na missa de encerramento, no pátio da Basílica. Ela iria comigo, no estádio da Serrinha, pagar a aposta no jogo do Goiás. Ela falou que duvidava e que eu não tinha coragem. Eu fiz então! Dei um grito “Vila” e agora ela tem que pagar a aposta. Agora ela vai ter que ir comigo na Serrinha assistir ao jogo do Goiás.

O senhor é um torcedor bem humorado e enxerga no futebol uma forma de aproximar as pessoas?

Eu sou torcedor do Goiás desde criança, minha família, meu irmão. Sempre fui ao Serra Dourada, já vendi picolé no Serra Dourada. Realmente fã, apaixonado por futebol arte. A gente pode brincar, pagar uma aposta, onde um amigo veste a camisa do outro e vai trabalhar com a camisa do time adversário. Enfim, uma brincadeira saudável. Eu acho que o esporte tem que ocupar esse espaço. Porque a violência tomou conta do esporte, eu acho que não pode ser assim. A violência, o crime! Parece que torcer por um time e pensar diferente são crimes, e não são. Então eu fiz consciente, é uma brincadeira bacana, bonita, e saldável. Eu acho que cada vez mais a gente tem que aproximar as famílias do lazer e do esporte, deixar o ódio de lado. Como religioso também prego isso. Na vida esportiva também, eu sou torcedor realmente, muito torcedor do Goiás, ilustre até. Mas fiz essa brincadeira, essa aposta e lógico que eu não torço para o Vila.

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Fabrício Carvalho

Casado com Kariny Melo e pai do Ítalo Melo. Na vida o que vale é ter histórias para contar.