25 de julho de 2024
DEPUTADOS AMEAÇAM • atualizado em 02/10/2023 às 20:59

Ou equatorial explica e age, ou vai ter CPI

Direção da empresa se comprometeu em apresentar estratégia para sanar quedas de energia
Reunião foi no gabinete do presidente Bruno Peixoto - Foto: Agência Assembleia de Notícias
Reunião foi no gabinete do presidente Bruno Peixoto - Foto: Agência Assembleia de Notícias

Em quinze dias, a direção estadual e nacional da Equatorial Energia vai dar explicações sobre os investimentos já realizados, e os que estão programados para acabar com os cortes frequentes de energia em Goiás até o final do ano.

Para isso vai ser realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), onde a empresa está sob ameaça de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

A semana abriu com o CEO da Equatorial em Goiás, Lerner Jayme, prestando esclarecimentos ao presidente da Alego, Bruno Peixoto, e a deputados de comissões como a de Defesa dos Direitos do Consumidor e de Educação.

Ao final, ficou claro que as explicações da empresa são aceitáveis, mas os deputados cobraram a solução rápida. Desta forma, disse Bruno Peixoto em entrevista coletiva: “Se não apresentarem [solução], nem forem convincentes, nem agirem, a Assembleia dará respostas através de uma CPI”.

Procurada pelo Diário de Goiás, a empresa se manifestou por nota reiterando seus esforços (leia a íntegra abaixo).

A audiência será promovida em conjunto com as Comissões de Educação, Defesa dos Direitos do Consumidor e Minas e Energia. A data será definida com a empresa.

Escolas

Embora o representante da empresa tenha garantido que estão trabalhando para reduzir número de quedas de energia ainda este ano, em comparativo ao ano passado, as situações críticas foram expostas.

Além da perda de produtos pela população comum e por grandes consumidores de eletricidade, os relatos são variados.

Peixoto e a deputada Bia de Lima, que preside a Comissão de Educação da Alego, citaram a situação de escolas em diferentes cidades onde o aparelho de ar condicionado não pode ser ligado porque não houve conexão de rede ou colocação de poste de energia pela empresa.

“Não suportamos mais tanto descaso enquanto consumidores”, reclamou Bruno.  

Se não acelerar, haverá CPI

Bia de Lima disse que houve um “diálogo produtivo” com a empresa que apresentou dados aceitáveis. Mas ela deixa claro que também quer a instauração de uma CPI, como já proposto pelo deputado Gugu Nader (Agir), caso não haja uma resposta mais acelerada. “Entendo que está nas mãos da empresa evitar isso [a CPI]”, frisou.

Participaram do encontro no gabinete da presidência, também os deputados Talles Barreto (UB),  Clécio Alves (Republicanos), Veter Martins (Patriota), Amauri Ribeiro (UB) e Coronel Adailton (Solidariedade).

Veja a nota da Equatorial

A Equatorial Goiás informa que esteve presente na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, atendendo ao pedido dos parlamentares, para informar sobre os eventos causados pelas altas temperaturas presente no país e que tem afetado o fornecimento de energia no estado.

Prezando pelo seu valor transparência, a concessionária reitera que segue aberta ao diálogo com as autoridades e demais entidades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

A Equatorial Goiás reitera o compromisso com o consumidor de manter o trabalho dia e noite e os investimentos necessários para que a melhoria no fornecimento de energia continue sendo gradativamente percebida pelo povo goiano.


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Marília Assunção

Jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás. Também formada em História pela Universidade Católica de Goiás e pós-graduada em Regulação Econômica de Mercados pela Universidade de Brasília. Repórter de diferentes áreas para os jornais O Popular e Estadão (correspondente). Prêmios de jornalismo: duas edições do Crea/GO, Embratel e Esso em categoria nacional.