O prefeito Sandro Mabel (UB) foi direto sobre o futuro do Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (Imas): ou ele consegue implementar um projeto de reestruturação que julga adequado ou o plano de saúde encerrará os serviços. Ele tratou do tema na audiência pública de prestação de contas, na Câmara de Vereadores, nesta segunda-feira (6), e depois, em entrevista coletiva, foi ainda mais duro.
Segundo Mabel, o futuro do Imas depende de autorizações do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) e da Câmara para a contratação de uma empresa terceirizada para apoio operacional e um novo modelo de contribuição dos beneficiários baseado em faixas etárias, que vara de R$ 50 a R$ 660.
“Queremos dar uma solução. Vamos dar. Vai depender do TCM e da Câmara. Se não derem a solução ou não permitirem a solução que estamos propondo, que é colocar gente especializada nisso, o Imas vai fechar e vamos dar o dinheiro para que cada servidor faça seu plano de saúde”, disse.
Atualmente, o projeto de lei que formaliza essas mudanças está pronto no Paço, mas o envio à Câmara Municipal de Goiânia foi adiado. Mabel aguarda um parecer definitivo do TCM-GO sobre a legalidade do processo licitatório para a contratação desse suporte técnico. Segundo o executivo, o instituto enfrenta problemas históricos de desequilíbrio financeiro e defasagem tecnológica, e a medida visa modernizar a gestão de cadastros, redes credenciadas e auditorias.
No entanto, a proposta de terceirização e o repasse milionário para a empresa parceira é alvo de críticas não só de parlamentares, mas também de entidades como o Sindsaúde, que veem prejuízo para os servidores públicos em caso de contratação de uma gestora privada.
Mabel diz que “não adianta mandar projeto de lei se não puder pegar uma assessoria profissional para o Imas”, pois isso “aumentaria o custo para o usuário sem entregar o que preciso para ele”.
Na visão do prefeito, a contratação da assessoria é essencial e condiciona a continuidade do plano de saúde municipal à liberação para contratá-la. “Preciso ter primeiro quem vai entregar, depois aumento o valor. Fora disso, o Imas não tem solução. Só tem plano A. Ou dá certo ou fecha”, frisou.
Leia mais sobre: Goiânia / Imas / Sandro Mabel / Cidades / Política / Saúde

