26 de fevereiro de 2024
Denúncia • atualizado em 27/06/2023 às 15:46

Organização da Parada LGBTQIAPN+ em Goiânia denuncia violência contra participantes após evento

Agressões verbais, violências físicas e psicológicas teriam sido cometidas por servidores da Prefeitura de Goiânia e agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), segundo coordenadores do evento
Participantes da 28ª Parada LGBTQIAPN+ em Goiânia dizem ter sido vítimas de violência. Foto: reprodução
Participantes da 28ª Parada LGBTQIAPN+ em Goiânia dizem ter sido vítimas de violência. Foto: reprodução

A Organização da 28ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de Goiânia, realizada neste domingo (25), denunciou que participantes do evento foram vítimas de agressões verbais e violências físicas e psicológicas, por parte de servidores da Prefeitura de Goiânia e por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Em nota, os organizadores repudiaram as ações, que teriam sido cometidas durante um show na Praça Cívica, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult), dentro do circuito ‘Goiânia de Todas as Cores’. Eles afirmam ainda que uma jovem trans foi arrastada pelos cabelos. Além disso, foram registradas ocorrências de roubo e de um esfaqueamento de um jovem de 18 anos. Ele recebeu atendimento no Hospital Estadual de Urgências de Goiás – Dr. Valdemiro Cruz (Hugo) e já está em casa. A motivação ainda é desconhecida.

De acordo com o comunicado, não há nenhuma ligação entre o show onde esses fatos foram presenciados e a Parada LGBTQIAPN+, cujo tema neste ano foi ‘Transfobia Mata: Acolher, Proteger e Respeitar’. A concentração teve início ao meio-dia, seguida por uma marcha pelas avenidas do Centro. Segundo a organização, o encerramento ocorreu às 18 horas, sem registrar nenhum incidente e o evento na Praça Cívica, que sucedeu a Parada, é de total responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura.

“Repudiamos também todo o assédio, violência e truculência aos quais os artistas foram submetidos durante a realização do evento da SECULT e ressaltamos que, enquanto coordenação da Parada, não tivemos nenhum tipo de interferência junto a organização do Show”, diz um trecho da nota.

O que dizem as pastas?

Procurada pelo Diário de Goiás, a Secult afirmou, por meio de sua assessoria, que os fatos relatados ocorreram após o término do evento e que, antes disso, tudo correu conforme o planejado.

A pasta informou, ainda, que apoiou a programação com a estrutura para realização dos shows e reforçou que houve ocorrências apenas depois que o evento foi encerrado.

Em nota, a assessoria da Guarda Civil Metropolitana (GCM) informou que realizou policiamento preventivo e ostensivo durante a 28ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de Goiânia, organizada pelo coletivo de movimentos sociais, assim como show promovido na Praça Cívica Circuito Goiânia de Todas as Cores, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult).

Segundo a GCM, participantes exaltados invadiram áreas de risco durante o show, e não atenderam solicitações da segurança particular do evento. A Guarda foi acionada para retirar os participantes, garantir a segurança, e dar continuidade ao evento.

Conforme a nota, participantes, alterados e visivelmente embriagados, promoveram desordem. Em ação rápida da GCM, tendo em vista evitar qualquer incidente, retirou os participantes sem emprego de força ou truculência, ao contrário de divulgações que não correspondem aos fatos.

O policiamento é baseado nos direitos humanos, na proteção à vida e na garantia dos direitos de ir e vir presentes no artigo 5º da Constituição Federal.

No que diz respeito ao participante esfaqueado, equipes foram informadas por terceiros, mas a ocorrência foi atendida pela Polícia Militar, conforme confirmação no local, sem mais informações.

A GCM ressaltou ainda que disponibiliza número emergencial e pede que a população denuncie crimes por meio do telefone 153.


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Vinicius Martins

Jornalista por formação com MBA em Marketing e Estratégia Digital.