A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na última sexta-feira (10), a Operação Terminal Seguro, visando prender integrantes da torcida organizada Força Jovem, do Goiás Esporte Clube, envolvidos em atos de violência. A ofensiva, coordenada pelo Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (GEPROT), focou em membros de uma divisão específica denominada 17ª Legião.
As investigações apontam que o grupo organizou uma emboscada no dia 9 de maio de 2026, nas imediações do Terminal Goiânia Viva. Naquela data, após um clássico com torcida única no Estádio Hailé Pinheiro, os suspeitos utilizaram veículos para cercar torcedores da Esquadrão Vilanovense. Durante o ataque, foram utilizados artefatos explosivos e armas brancas, além da queima de uniformes do time rival como forma de provocação e incitação ao confronto, colocando em risco a vida de frequentadores do terminal e passageiros do transporte coletivo.
Ao todo, foram expedidos 12 mandados judiciais, sendo seis de prisão temporária e seis de busca e apreensão. Durante a operação, que contou com o apoio da CORE/GT3, os policiais foram recebidos com hostilidade, enfrentando ameaças e o arremesso de objetos e explosivos por parte dos investigados.
Até o momento, quatro pessoas foram presas. Nas residências dos alvos, a polícia apreendeu drogas, balanças de precisão, celulares, veículos e materiais ligados à torcida organizada. Os detidos são investigados por crimes graves, que incluem: associação criminosa; promoção de tumulto e incitação à violência em eventos esportivos; resistência qualificada; e corrupção de menores.
A Polícia Civil ressaltou que a operação tem como objetivo principal impedir que novos episódios de violência ocorram entre torcidas organizadas na capital.

