21 de julho de 2026
Polícia

Operação prende suspeitos de movimentar R$ 4,8 milhões com golpes via Pix em quatro Estados

Grupo usava páginas falsas de bancos digitais para aplicar golpes eletrônicos e realizar transferências fraudulentas em Goiás, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso
Grupo usava páginas falsas de bancos digitais para aplicar golpes eletrônicos e realizar transferências fraudulentas em Goiás, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. Foto: PCGO.
Grupo usava páginas falsas de bancos digitais para aplicar golpes eletrônicos e realizar transferências fraudulentas em Goiás, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso. Foto: PCGO.

Uma operação da Polícia Civil deflagrada na manhã desta quarta-feira (20) cumpriu mandados em Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão contra suspeitos de integrarem um esquema de golpes eletrônicos envolvendo transferências fraudulentas e Pix ilegais. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 4,8 milhões com as fraudes.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e determinado o bloqueio de mais de R$ 1,9 milhão em bens e valores ligados aos investigados. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pela polícia.

Como funcionava o golpe

De acordo com a investigação, o grupo utilizava páginas falsas de instituições financeiras digitais impulsionadas por anúncios pagos em plataformas de buscas na internet. Dessa forma, os links fraudulentos apareciam entre os primeiros resultados exibidos aos usuários.

Segundo a delegada Bárbara Butinni, as vítimas acessavam os sites acreditando serem páginas oficiais e acabavam inserindo dados bancários e informações de autenticação. “A vítima clicava naquele link e aquela página oferecia ofertas melhores. A vítima validava os dados de QR Code e, nesse momento, havia o sequestro da sessão”, explicou a delegada em entrevista ao jornal O Popular.

A técnica utilizada pelo grupo é conhecida como “session hijack” (sequestro de sessão), prática em que criminosos capturam credenciais de acesso para entrar nas contas reais das vítimas e realizar transferências fraudulentas.

Grupo fez ao menos 18 vítimas

Segundo a Polícia Civil, o esquema fez pelo menos 18 vítimas. A investigação aponta ainda que três dos suspeitos presos nesta quarta-feira já haviam sido denunciados pelo mesmo tipo de crime em 2022, no Tocantins. Os investigados podem responder por invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Prisões por tráfico durante operação

Além das prisões preventivas relacionadas aos golpes eletrônicos, outras duas pessoas foram presas em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. De acordo com a polícia, cerca de 10 quilos de maconha foram apreendidos durante a operação, elevando para 13 o número total de presos na ação.


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