21 de julho de 2026
Segurança pública

Operação Destroyer mira facção do Rio e prende suspeitos na Grande Goiânia

Ação da PCGO cumpre mandados em cinco cidades e desarticula grupo ligado ao tráfico, armas e lavagem de dinheiro
Polícia Civil cumpre mandados e prende suspeitos durante fase 5 da Operação Destroyer, em Goiás. Foto: Divulgação/PCGO.
Polícia Civil cumpre mandados e prende suspeitos durante fase 5 da Operação Destroyer, em Goiás. Foto: Divulgação/PCGO.

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a fase 5 da Operação Destroyer – Overwatch, com foco no combate às facções criminosas que tentam se expandir na Região Metropolitana de Goiânia e no interior do Estado. A ação, coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), mobilizou mais de 140 policiais civis para o cumprimento de dezenas de mandados de busca e prisão.

As diligências ocorreram simultaneamente em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Bonfinópolis, Jataí e Porangatu, mirando suspeitos de envolvimento com organização criminosa armada, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A operação é resultado de um trabalho contínuo de monitoramento e inteligência para conter a atuação de grupos criminosos no Estado.

Facção do Rio tentava se consolidar em Goiás

De acordo com as investigações, os alvos fazem parte de um braço de uma facção criminosa originária do Rio de Janeiro, que buscava se estruturar em Aparecida de Goiânia. O grupo atuava principalmente na distribuição de drogas, movimentação financeira ilícita e articulação de outros crimes.

A estrutura criminosa era liderada por um chefe regional, responsável por coordenar a distribuição de entorpecentes para traficantes locais e por gerenciar o fluxo financeiro do grupo. Segundo a polícia, familiares eram utilizados para lavar o dinheiro obtido com as atividades ilegais.

Ainda conforme apurado, o líder recebia ordens diretas de uma liderança baseada no Rio de Janeiro e repassava as determinações aos demais integrantes. Entre as práticas atribuídas ao grupo estão sequestros e punições internas, conhecidas como “tribunal do crime”. Durante a investigação, foi identificada até mesmo uma música em homenagem ao chefe local, exaltando sua influência dentro da organização.

Prisões e avanço nas investigações

Além do líder, outras dez pessoas foram presas por suspeita de participação na organização criminosa. Os investigados estariam envolvidos na execução das ordens do grupo, no tráfico de drogas, no comércio ilegal de armas e na lavagem de dinheiro.

A Polícia Civil destacou que a maioria dos detidos já possuía antecedentes criminais e respondia por outros delitos. Com o avanço das investigações, foi possível mapear com mais precisão a cadeia de comando da facção e sua rede de atuação no Estado.

A Operação Destroyer – Overwatch faz parte de uma estratégia contínua da PCGO para impedir o avanço de facções criminosas em Goiás. A ofensiva também está inserida no contexto da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), que integra forças de segurança de diferentes estados para atuação coordenada contra o crime organizado.


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