22 de fevereiro de 2024
Terras indígenas

Operação da PF coloca Alexandre Pires como suspeito de esquema de garimpo ilegal

A operação foi deflagrada enquanto Alexandre Pires se apresentava em um cruzeiro com outros cantores. (Foto: divulgação)
A operação foi deflagrada enquanto Alexandre Pires se apresentava em um cruzeiro com outros cantores. (Foto: divulgação)

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Disco de Ouro nesta segunda-feira (4), em que investiga o cantor Alexandre Pires como suspeito de integrar um esquema de garimpo ilegal em Terras Indígenas Yanomami (TIY). As autoridades cumpriram mandado de busca e apreensão contra o pagodeiro, que cantava em um cruzeiro em Santos.

A operação, que tem o objetivo de desarticular um esquema de financiamento e logística do garimpo ilegal, ainda descobriu que, ao todo, a organização, que supostamente também tem o envolvimento de Matheus Possebon, um famoso empresário do ramo musical, de expressão nacional, pode ter movimentado R$ 250 milhões.

Ainda segundo investigações, Possebon seria um dos responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes. Já Alexandre Pires teria recebido ao menos R$ 1 milhão de uma mineradora investigada.

Vale lembrar que a Terra Indígena Yanomami (TIY) é a maior do tipo no Brasil, com uma área de 9.664.975 hectares e está localizada nos estados do Amazonas e Roraima. O território é limitado pela fronteira com a Venezuela a noroeste e faz divisa com os territórios indígenas Balaio e Cué-cué/Marabitanas a oeste e, recentemente, passou por problemas graves envolvendo os indígenas locais.

Ainda sobre a operação do garimpo ilegal, ela ocorreu como desdobramento de outra ação da PF, deflagrada em janeiro de 2022, quando 30 toneladas de cassiterita extraída da TIY foram encontradas na sede de uma empresa investigada e eram preparadas para envio ao exterior.

Até o momento, nem Matheus Possebon, nem Alexandre Pires se manifestaram sobre o ocorrido. As últimas manifestações do cantor de pagode são fotos e vídeos de sua apresentação em um cruzeiro. O espaço segue aberto para posicionamento.


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Carlos Nathan Sampaio

Jornalista formado pela Universidade Federal e Mato Grosso (UFMT) em 2013, especialista Estratégias de Mídias Digitais pelo Instituto de Pós-Graduação e Graduação de Goiânia - IPOG, pós-graduado em Comunicação Empresarial pelo Senac e especialista em SEO.