A morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã por quase quatro décadas, foi confirmada oficialmente neste domingo (1º). O religioso morreu em decorrência de ataques conjuntos atribuídos aos Estados Unidos e a Israel no sábado (28), segundo a mídia estatal iraniana.
Segundo a CNN, de acordo com a agência iraniana Fars, o ataque atingiu o complexo onde Khamenei estava em Teerã enquanto ele “cumpria seus deveres”. A morte ocorre em um cenário de forte fragilidade interna do Irã, visto que o país já enfrentava histórico de sanções econômicas, isolamento internacional e uma onda recente de protestos que evoluiu para manifestações políticas em todas as províncias iranianas.
A repressão estatal deixou milhares de mortos, segundo relatos internacionais, ampliando a pressão externa sobre o governo.
Ataque
Autoridades dos Estados Unidos e de Israel indicaram que a ofensiva deste sábado tinha como alvo figuras centrais do regime iraniano. Fontes israelenses afirmaram que, além de Khamenei, estavam entre os possíveis alvos o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi.
Trump, por sua vez, declarou que a operação buscava impedir que o regime iraniano ameaçasse interesses estratégicos americanos e chegou a mencionar a possibilidade de mudança de regime no país.
Reações dentro e fora do Irã
A confirmação da morte provocou reações opostas entre os iranianos. Em algumas regiões de Teerã, vídeos mostram moradores comemorando e entoando slogans contra a República Islâmica. Em outros pontos da capital, milhares de apoiadores do regime foram às ruas com bandeiras nacionais e gritos de “Morte à América”.
De acordo com a CNN, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, prometeu retaliação contra os Estados Unidos, afirmando que o país irá “apunhalar” o adversário “no coração”.
Comunidades iranianas no exterior também registraram manifestações, algumas celebrando a possibilidade de mudanças políticas após décadas de liderança linha-dura.
Sucessão
Sem um sucessor oficialmente indicado por Khamenei, o sistema político iraniano ativou o mecanismo constitucional de transição. Neste domingo (1º), o clérigo Alireza Arafi foi nomeado membro jurista do Conselho de Liderança. O órgão é responsável por exercer interinamente as funções do líder supremo.
Ele atuará ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei.
Khamenei não deixou um herdeiro oficialmente declarado. Portanto, o comando definitivo do país será definido pela Assembleia de Peritos, colegiado formado por 88 clérigos seniores eleitos, responsável por escolher o novo líder supremo da República Islâmica.
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