23 de junho de 2024
Destaque 3

Número de mortes por Covid-19 em Goiás pode variar entre 634 e 5938 até julho, diz UFG

Se isolamento voltar a subir, Goiás pode poupar mais de 5 mil vidas e ter pico em junho. (Foto: Andrea Rego Barros/PCR/Via Fotos Públicas)
Se isolamento voltar a subir, Goiás pode poupar mais de 5 mil vidas e ter pico em junho. (Foto: Andrea Rego Barros/PCR/Via Fotos Públicas)

Uma nova nota técnica do grupo de pesquisa da Universidade Federal de Goiás (UFG), publicada na manhã desta quarta-feira (27), aponta que o estado pode ter, até o fim do mês de julho, quase 6 mil mortes pela Covid-19. Isso ocorreria no pior cenário traçado pelos pesquisadores, que preveem o pico da doença em território goiano na segunda quinzena de julho.

Conforme o documento, no melhor cenário, com taxa de isolamento mínima de 50% a 55%, as mortes pela doença causada pelo coronavírus ficariam entre 387 e 530 até o fim de junho. Em julho, subiria para patamares entre 634 e 839. A pior estimativa traz 5.938 mortes até o fim de julho. Em um cenário intermediário, Goiás ficaria entre 3.443 e 4.054 mortes.

Previsão de mortes por cenário até o fim de julho
– Cenário azul (com isolamento entre 50% e 55%): entre 634 e 839
– Cenário verde (com isolamento nos patamares atuais de quase 40%): entre 3.443 e 4.054
– Cenário vermelho (com isolamento variando entre 30% e 40%): entre 5.360 e 5.938

Na melhor previsão, Goiás teria entre seis e 14 mortes diárias por Covid-19 no dia 30 de junho e entre cinco e 12 em 31 de julho. Se o cenário for o intermediário, a UFG prevê entre 47 e 68 mortes por dia no fim do próximo mês e até 118 no fim de julho. No cenário vermelho, seriam até 162 mortes por dia em julho.

A pesquisa apontou que a taxa de transmissão do Sars-CoV-2 começou a aumentar progressivamente no estado a partir da última semana de abril por conta da redução do isolamento social, que tem se mantido abaixo de 40% em vários dias.

No cenário intermediário traçado pela pesquisa, de manutenção do nível atual de isolamento um pouco menor
do que 40%, os valores de Re (taxa de transmissão do vírus) atuais estão elevados e próximos a 1,6. Para atingir o cenário azul, considerado o melhor pelos pesquisadores, é preciso ficar no patamar entre 50% e 55% de isolamento.

Ainda de acordo com a nota técnica, caso os cenários seguidos por Goiás sejam o verde (intermediário) ou vermelho (pior), o sistema de saúde do estado irá colapsar.

Em caso de Goiás ficar no melhor cenário, o pico de óbitos ocorrerá, conforme a pesquisa da UFG, no dia 20 de junho. Esse ápice diário de mortes aconteceria em 22 de julho no cenário vermelho e em 30 de julho sob o intermediário. A maior demanda por leitos de enfermaria, na melhor hipótese prevista, seria em 13 de junho; em 20 de julho na pior delas, e 26 de julho na intermediária.

Os leitos de UTI teriam maior demanda em 15 de junho, sob o cenário azul, no início de agosto em um cenário intermediário e em 23 de julho sob a pior das previsões.

Veja a projeção de necessidade de leitos estimados por região até o fim de julho


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