15 de julho de 2026
MORADIA

Número cai, mas Goiás ainda tem 171 mil famílias no déficit habitacional

Maior parte vive em domicílios com aluguel oneroso, mas também há muitos goianos em habitações precárias ou inadequadas
Déficit habitacional em Goiás é de mais de 170 mil famílias. (Foto: Reprodução)
Déficit habitacional em Goiás é de mais de 170 mil famílias. (Foto: Reprodução)

O déficit habitacional goiano caiu em 2024, na comparação com 2023, de acordo com um estudo do Instituto Mauro Borges (IMB). O levantamento mostrou 41.039 famílias deixaram de estar nesta condição em um ano, numa redução proporcional de 19,3%, conforme o IMB.

Em 2023, eram 212.323 famílias enquadradas no déficit habitacional. No ano seguinte, 171.284 estavam nesta situação, conforme o estudo, que foi publicado no ano passado. Os dados relativos a 2025 ainda não foram avaliados pelo IMB.

Do total de goianos no déficit habitacional, 83,5% vivem em domicílios que cobram aluguéis muito elevados em relação à renda familiar, o chamado ônus excessivo, que se caracteriza naqueles casos em que o aluguel consome mais de 30% da renda de famílias que não ganham mais que três salários mínimos. São 143.037 famílias que sofrem com os aluguéis elevados, 32 mil a menos que em 2023.

A maior redução proporcional, de 34%, foi nos domicílios improvisados. Em 2023, 21.618 famílias viviam em edificações não destinadas originalmente à moradia, mas que estavam ocupadas como habitação. Em 2024, este número caiu para 14.207.

Há ainda 7.354 famílias goianas que vivem em domicílios rústicos, que se caracterizam pelo uso de materiais construtivos considerados inadequados, como taipa, palha e madeira de aproveitamento. Houve redução de 16,5% na comparação com 2023.

Também caiu o número de famílias que residem em um único cômodo. Eram 499 em 2023 e, em 2024, o estudo apontou 351 nesta condição. Por outro lado, cresceu o número de residentes nos chamados domicílios adensados, quando há uma média de três pessoas para cada quarto, o que se enquadra na coabitação – quando mais de uma família divide uma moradia. São 6.335 no dado mais recente e, antes, eram 6.261.

Em 2024, o déficit habitacional de Goiás foi o mais baixo desde 2021 na proporção da população. Conforme o IMB, 5,78% dos goianos não têm condições de moradia adequadas. Em 2023, eram 7,13%. Nos últimos anos, o percentual mais baixo foi em 2020, com 4,78%.


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