Novo pedido para a implantação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o caso ‘Anápolis na Roda’, apresentado nesta terça-feira (3) pelo vereador Rimet Jules (PT), tem cinco das oito assinaturas necessárias, de acordo com o proponente.
Além do próprio Rimet, a CEI tem apoio de Capitã Elizete (PRD), Luzimar Silva (PP), Alex Martins (PP), Domingos Paula (PDT). O petista acredita ser possível, inclusive, ultrapassar o número mínimo necessário.
“Há muito vereadores da base do prefeito insatisfeitos com o tratamento que têm recebido. O prefeito não dá importância ao poder legislativo e muitos colegas têm sentido isso na pele. Acredito que vamos conseguir avançar desta vez”, disse.
O novo requerimento foi apresentado por Rimet na sessão ordinária desta terça-feira (3). Trata-se da segunda tentativa de abertura do colegiado. A primeira foi quando a Polícia Civil apontou indícios do envolvimento do prefeito Márcio Corrêa (PL), ainda em maio do ano passado.
Quando da divulgação do suposto envolvimento de Corrêa, a CEI reuniu sete assinaturas, uma abaixo do número mínimo para sua instalação. Os vereadores que subscreveram foram: Domingos Paula (PDT), Fred Caixeta (PRTB), Luzimar Silva (PP), Thaís Souza (Republicanos), Alex Martins (PP) e Policial Federal Suender (PL).
Mais tarde, no entanto, Thaís Souza e Suender retiraram as assinaturas. A primeira alegou questões familiares, enquanto o segundo justificou tratar-se de um caso de menor grau ofensivo por não ter verificado lesão ao erário público. Os dois, porém, atenderam a um pedido da base – e do próprio prefeito – para a retirada.
Caso teve prisões
Em maio do ano passado, a Polícia Civil prendeu três pessoas suspeitas de operarem o perfil Anápolis na Roda, que difamava cidadãos de Anápolis, inclusive personagens políticos. Dois deles exerciam cargos públicos: Luís Gustavo Rocha, ex-secretário de Comunicação da prefeitura; e Denilson Boaventura, ex-diretor de Comunicação da Câmara. A ativista Ellysama Aires também foi detida. Depois de audiência de custódia, eles foram liberados.
No inquérito, a polícia também pediu autorização para investigar Corrêa, uma vez que a interceptação de mensagens apontou que o prefeito, supostamente, comandava o grupo e direcionava as publicações ofensivas.
À época, a Câmara chegou a realizar audiências públicas com as vítimas, mas a tentativa de instalar a CEI não prosperou.
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