17 de maio de 2022
Política

“Novo diretório representa interesses de Iris Rezende”, diz Emival de Oliveira

Apesar da aparente estabilidade que paira no PMDB, remanecentes de uma ala da legenda que desaprova o apoio à reeleição de Paulo Garcia (PT) apresentam suas críticas e dizem presenciar o “sepultamento de seu partido”.

Entre os descontentes está Emival de Oliveira, presidente do diretório dissolvido em outubro do ano passado, e que se diz representante dos militantes que apoiam projeto nacional, de candidatura própria.

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“Assisto de longe e com tristeza esta nomeação do novo diretório. Não existe no PMDB mais a vontade da militância, pois acredito que atualmente 80% dos filiados defendem uma candidatura própria. O que estamos presenciando é um conjunto de pessoas que são colocadas para atender aos interesses de um único membro, contrariando o crescimento do próprio partido. A decisão, antecipada por Iris Rezende, desrespeita Goiânia e os goianienses por não se preocupar com administração da nossa Capital”, reclama ex-presidente.

Por outro lado, Iris vislumbra o crescimento e fortalecimento da sigla. “Estamos nos preparando para as eleições de outubro deste ano e não devemos conviver com a divisão, mas com a coesão do partido. Não vamos alimentar grupos independentes. O partido é um só e irá continuar sua histórica unido para a conquista de mais vagas nos executivos goianos e nas câmaras municipais”, explica o ex-governador.

HISTÓRICO        

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Os conflitos que tumultuaram a legenda em 2011 teve início com a postura assumida por Emival de Oliveira, que, segundo o presidente estadual, Adib Elias, foi de encontro ao regulamento do partido. O resultado foi a dissolução do diretório, por meio de um requerimento aprovado por nove votos a um, por membros da executiva.

Após a destituição do diretório metropolitano, Emival de Oliveira acreditava que o próximo passo seria sua expulsão: “Se eles não entregarem a minha cabeça para o Iris eles deverão sofrer o mesmo destino no diretório estadual. Já posso esperar meu pedido de expulsão”, afirmou o peemedebista na época.

Errou. Conforme antecipou o presidente estadual do partido, Adib Elias, a expulsão não seria necessária: “Decidimos pela dissolução, mas ninguém pretendia expulsar ninguém do partido. Durante discussões é normal que os ânimos se exaltem, mas eu entendo que não existem motivos para penas maiores”.

Segundo Adib as contradições são normais, o que não justifica a desfiliação de nenhum peemedebistas: “Todos os membros do diretório dissolvido poderiam até mesmo formar chapas para disputar as próximas eleições para o diretório, o que não fizeram. Eu também já defendi assuntos que não foram bem sucedidos, mas nem por isso eu deixei o PMDB ou deixei de trabalhar em prol do mesmo”.

Até o fim de 2011 o tema candidaturas próprias em 2012 eram a maior polêmica. Durante todo o processo de dissolução o presidente estadual do partido reforçou a orientação nacional do partido sem apresentar a confirmação da decisão antecipada por Iris Rezende, de apoio à reeleição de Paulo Garcia (PT). Iris voltou às cenas e a polêmica sobre apoio ou não ao PT, são águas passadas.

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