10 de agosto de 2026
TECNOLOGIA

Novo contrato do lixo prevê varrição mecanizada e caminhões sustentáveis em Anápolis

Prefeitura e empresa apontam que nova licitação resolve gargalos e reclamações da população devem reduzir com nova operação
Varrição mecanizada será realidade em Anápolis com novo contrato. (Foto: Prefeitura de Aracaju)
Varrição mecanizada será realidade em Anápolis com novo contrato. (Foto: Prefeitura de Aracaju)

A licitação vencida pela Quebec Ambiental – empresa que integra o consórcio LimpaGyn – para a limpeza urbana em Anápolis prevê a mecanização do serviço de varrição e o uso de caminhões que utilizam combustíveis renováveis. O novo contrato ainda não foi assinado, uma vez que a prefeitura ainda vai homologar o resultado do processo licitatório, mas a administração acredita que as queixas sobre a coleta de lixo devem ser muito minimizadas.

De acordo com o secretário de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente, Thiago de Sá, haverá cinco equipamentos de varrição mecanizada que atuarão em todos os bairros do município. “A empresa tem um ano, a partir da assinatura do contrato, para implementar esta modernização”, disse.

“A varrição mecanizada vai alcançar todos os bairros. A demanda de roçagem e capina, que também é muito grande, está contemplada e o novo contrato vai aumentar a capacidade da empresa, especialmente em áreas públicas e canteiros”, completou.

As maiores novidades estão na interligação da operação do aterro sanitário com a limpeza urbana em si. A nova licitação exige a implantação de uma usina de reciclagem dos resíduos de construção civil no aterro. E o biometano extraído vai se converter em combustível para os 22 caminhões que operarão diariamente no serviço. Também haverá veículos de propulsão elétrica.

“O novo modelo também contempla a adoção de tecnologias mais sustentáveis, incluindo veículos de apoio com propulsão elétrica e o uso de alternativas energéticas ambientalmente mais adequadas, reforçando o compromisso com inovação e responsabilidade ambiental”, disse a empresa Quebec, em nota enviada à reportagem.

O contrato exige ainda uma ampliação de 28% na mão de obra que atualmente opera em Anápolis, além de 45% no volume de equipamentos.

Para a prefeitura, o contrato anterior – advindo de uma licitação que começou a ser construída em 2016 – estava subdimensionado, o que levava a problemas no serviço. Dezenas de bairros novos, que surgiram no processo de horizontalização da malha urbana, não estavam incluídos e ficaram por até dois anos sem receber a coleta domiciliar.

“De fato, o contrato tinha incapacidade de atender o crescimento. A quantidade de caminhões de resíduos agora passa de 16 para 22. Com esse novo contrato, bem dimensionado, não vamos ter problema de coleta, de alcance em toda cidade. E, caso seja necessário nos próximos anos, claro que vai depender do desempenho da empresa, podemos avaliar aditivos”, disse o secretário Thiago de Sá.

Para a Quebec, as reclamações dos moradores em relação à coleta domiciliar serão coisa do passado quando o novo contrato for assinado. Segundo a empresa, a licitação “garante maior viabilidade operacional e amplia significativamente a capacidade de resposta às demandas do município, contemplando 17 frentes de serviços”, das quais, diz a companhia, destacam-se coleta domiciliar e seletiva, além de serviços de roçagem e capina.


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