25 de maio de 2024
Brasil

Novo comandante da Marinha chama Guerra Fria de 3ª Guerra Mundial

Cerimônia de posse do novo chefe da Marinha (Marcos Corrêa/PR)
Cerimônia de posse do novo chefe da Marinha (Marcos Corrêa/PR)

“Menciono a presença do representante do almirante John Richardson, chefe de operações navais da Marinha dos EUA, e do almirante Sean Buck, comandante da quarta esquadra e forças navais do comando do sul dos EUA. Estivemos juntos em três guerras mundiais e é essa parceria que estamos dando continuidade”, disse em seu discurso de posse.
Ao final do evento, Barbosa explicou que se referia à Guerra Fria ao falar em “terceira guerra mundial”.
“Eu não disse isso. Eu disse do ponto de vista histórico. A história diz que nós passamos a 1ª Guerra Mundial […] a Marinha participou em apoio aos aliados. Na 2ª Guerra Mundial, a Marinha do Brasil, o Exército brasileiro e a Força Aérea Brasileira, nós combatemos do lado dos aliados, em prol da democracia contra a tirania. E durante a Guerra Fria, nós estávamos de um lado”, respondeu ao ser questionado sobre a que se referia.
O comandante da Marinha disse ainda: “Nós somos o mundo ocidental”. “E é importante nós termos laços de amizade e profissionais tanto do ponto de vista da Marinha, como do Exército e da Força Aérea, com a Marinha dos Estados Unidos da América, com a França, com a Alemanha, com a Inglaterra, com a Itália, com Espanha, com Portugal.”
Em seu discurso na cerimônia de posse, no Clube Naval de Brasília, o almirante disse que o país precisa ser defendido de “ameaças”, as quais não especificou.
Ele mencionou “a magnitude das riquezas do Brasil. Na Amazônia Azul, que corresponde a 52% da nossa área continental, temos imensuráveis bens naturais e complexa e ampla biodiversidade. Nos espaços oceânicos retiramos 85% do petróleo e 75% do gás natural e por onde é transmitida praticamente toda a comunicação do Brasil através de cabos submarinos”, discursou o comandante.
“Em tempos de guerra e paz, é imperiosa uma rigorosa prontidão no sistema de defesa, o que envolve tanto as Forças Armadas quanto os demais segmentos da sociedade brasileira, de modo a ser alcançado o contínuo fortalecimento de todas as vertentes da soberania nacional”, disse.
O almirante afirmou que os programas prioritários da Marinha são o nuclear, o desenvolvimento de submarinos, a aquisição de corvetas da classe Tamandaré, a construção de navios-patrulha, o sistema de gerenciamento da Amazônia Azul, além do pessoal, “o nosso maior patrimônio”. (RUBENS VALENTE E TALITA FERNANDES, BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) 


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Domingos Ketelbey

Jornalista e editor do Diário de Goiás. Escreve sobre tudo e também sobre mobilidade urbana, cultura e política. Apaixonado por jornalismo literário, cafés e conversas de botequim.