24 de maio de 2024
Março Azul Marinho • atualizado em 18/03/2024 às 13:35

Nova técnica no tratamento do câncer colorretal é alternativa à bolsa de colostomia

Especialista que destaca que a nova estratégia vem sendo adotada em muitos centros de tratamento oncológicas do Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos planos de saúde
Objetivo da iniciativa é incentivar o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer colorretal já nos primeiros estágios da doença. (Foto: Freepik).
Objetivo da iniciativa é incentivar o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer colorretal já nos primeiros estágios da doença. (Foto: Freepik).

Uma nova técnica, denominada terapia neoadjuvante total (TNT), surge como alternativa para os pacientes em tratamento contra o câncer colorretal. A novidade utiliza a combinação de radioterapia e quimioterapia seguida de uma carga maior de quimioterapia. Segundo o médico oncologista clínico, Gabriel Santiago, o novo método exclui a necessidade de colocação de bolsa de colostomia, uma vez que promove maior redução do tamanho do tumor e muitas vezes eliminação do mesmo.

“A nova técnica é inovadora e tem um grande impacto na vida do paciente, pois salva o reto e ainda livra da bolsa de colostomia”, afirmou o especialista que destaca que a nova estratégia vem sendo adotada em muitos centros de tratamento oncológicas do Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos planos de saúde. “Desta forma é possível uma maior manutenção da qualidade de vida do paciente ao mesmo tempo em que há controle da doença”, completou.

Santiago explica que o tratamento dependerá da localização e extensão do tumor, podendo envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia, em casos de metástase. A cirurgia é a opção mais viável no tratamento inicial, sendo importante realizar o acompanhamento médico para monitoramento de recidivas ou novos tumores. “Prestar atenção aos sinais que o corpo demonstra é crucial, evitando que os tumores malignos se espalhem para outros órgãos”, conta o especialista.

Sintomas e diagnóstico

Entre os sintomas da doença, estão a perda de peso sem causa aparente, diarreia e prisão de ventre alternadas, sangue e muco nas fezes e irregularidades atípicas do intestino. Entretanto, esses são sintomas comuns em problemas como infecção intestinal, hemorroidas, intoxicação alimentar e fissura anal.

Se os sintomas persistirem por mais de um mês, acompanhados ainda de anemia e massa abdominal, um gastroenterologista ou clínico geral devem ser consultados, principalmente se houver fatores de risco.

Gabriel Santiago

Já o diagnóstico pode ser feito por meio de exames como colonoscopia, em que um equipamento com câmera capta imagens do intestino; retossigmoidoscopia, onde apenas um segmento específico do intestino é visualizado; a colonografia ou colonoscopia virtual, em casos de alterações de coagulação ou dificuldade respiratória e que não é possível fazer a colonoscopia.

Campanha Março Azul Marinho

Em uma campanha nacional, mobilizando entidades de especialidades, médicos, clínicas de todo o Brasil e a população em geral, o mês de março foi escolhido para a conscientização e prevenção ao câncer de intestino (colorretal). O objetivo da iniciativa é incentivar o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer colorretal já nos primeiros estágios da doença por meio da prevenção primária e secundária.

O câncer é o segundo tipo de neoplasia maligna (com exceção do câncer de pele não melanoma) mais comum no Brasil, tanto em homens quanto em mulheres, e a terceira maior causa de morte por câncer no País em 2020. Cerca de 42 mil novos casos são registrados por ano, de acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

A descoberta do câncer colorretal em seu estágio inicial garante que o paciente tenha grandes chances de eliminar a doença. “O câncer de intestino é um dos poucos que pode ser rastreado e, quando detectado precocemente, tem sobrevida em cinco anos de 95%”, afirma o especialista do Centro de Oncologia IHG.


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Elysia Cardoso

Jornalista formada pela Uni Araguaia em 2019