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Representante da fabricante chinesa de automóveis JAC Motors no Brasil, o grupo SHC está em atraso com encargos trabalhistas desde dezembro de 2016.

Apesar da crise, a companhia pretende investir R$ 200 milhões na construção de uma fábrica da JAC em Itumbiara (GO).

Ao mesmo tempo, terá de enfrentar o governo da Bahia por desistir da instalação da unidade em Camaçari, um polo automotivo, após ter recebido incentivos fiscais.

A falta de pagamentos a funcionários de concessionárias envolve depósitos de FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e a segunda parcela do 13º salário de 2017, segundo o Ministério do Trabalho.

"Atualmente há uma fiscalização. Entrarei em contato com o Sindicato dos Comerciários para apurar mais profundamente o teor das denúncias", disse Marco Antonio Melchior, chefe de fiscalização da pasta em São Paulo.

O grupo SHC, presidido por Sergio Habib, confirmou os atrasos, mas não detalhou o período nem o número de empregados afetados.

Além de representar a JAC e importar seus modelos, o SHC tem 21 concessionárias da marca chinesa pelas principais cidades do país e duas concessionárias da Volkswagen e duas da Jaguar e Land Rover, na capital paulista.

Em março, o grupo rompeu o contrato com a PSA (Citroën e Peugeot) e está em processo de fechamento de 14 revendas das marcas francesas.

O encerramento das atividades já levou à demissão de cerca de cem dos 1.000 funcionários do grupo.

O diretor do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Josimar Andrade, disse que tenta, sem sucesso, iniciar uma negociação com a empresa.

Questionada sobre as reclamações do sindicato, a JAC não se manifestou.

Investimento na crise

O plano inicial de Habib, anunciado em 2013, era construir a fábrica em Camaçari, mas foi abortado em dezembro de 2017.

O governo baiano afirmou que cobrará de Habib a restituição dos incentivos fiscais concedidos por quatro anos.

O valor já foi calculado, mas ainda está em discussão na gestão administrativa e não pode ser revelado, segundo o governo do estado.

O grupo SHC agora lançou o projeto de construção da unidade em Goiás, com conclusão prevista em 2019. A capacidade de produção será de 35 mil veículos por ano.

Nos três primeiros meses de 2018, o SHC vendeu 1.060 carros da JAC trazidos da China -alta de 32,5% em relação ao mesmo período de 2017.

No ano passado, foram comercializados 3,8 mil unidades. "Vamos dobrar as vendas", afirmou Habib.

A empresa chegou em 2011 ao Brasil. O principal modelo da JAC é o T40. (Folhapress)

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