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Presidente da Vale, Fabio Schvartsman. (Foto: Divulgação/Klabin)
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Um juro mais baixo deve abrir espaço para um real mais desvalorizado, o que viabiliza novamente as exportações em grande quantidade e qualidade, afirmou nesta terça (10), o presidente da mineradora Vale, Fabio Schvartsman.

Para o executivo, é possível que a taxa de câmbio fique no nível atual, ao redor de R$ 3,40, por um tempo "razoável".

Além disso, afirmou, a forte capacidade ociosa das empresas de uma maneira geral torna as exportações algo ainda mais atrativo.

Schvartsman reafirmou o objetivo da Vale de operar com o mínimo caixa possível, reduzir o endividamento até chegar aos US$ 10 bilhões, além de seguir com a política de pagamento de dividendos a seus acionistas em grande quantidade.

China

O presidente da Vale se disse "animado" com relação à China. A Vale destina 50% do minério de ferro e 25% do níquel que produz aos chineses.

Ele disse que as medidas comerciais de Donald Trump contra a China são enfrentadas pelos chineses com extremo pragmatismo, o que o tranquiliza.

"Eles buscam encontrar um maneira de dar aos EUA o que eles querem".

Desastre em Mariana

Questionado sobre o que a Vale está fazendo em relação as suas barragens para evitar problema social,  Fabio Schvartsman assegurou que a empresa revisitou as suas barragens e a qualidade é boa.

"Tenho dificuldade de dizer o quanto disso ocorreu por causa do desastre de Mariana, mas o fato é que as barragens estão impecáveis", afirmou.

Schvartsman disse também que a Vale está bem posicionada com relação à nova realidade dos carros elétricos, em especial no fornecimento de baterias baseadas em níquel.

Para ele, o mercado é uma oportunidade, mas uma ameaça também, representada pelo problema da volatilidade de preços.

"Essas coisas produzem distorções que trazem em si a destruição do modelo. Como o minério de ferro, por exemplo, cuja oferta inclusive de baixa qualidade se multiplicou com a explosão de preços", afirmou.

Para ele, os picos alcançados pelo minério o levaram para posteriormente para o piso. O ideal, disse, é que os preços se mantenham no meio do caminho, sem grandes oscilações. (Folhapress)

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