16 de abril de 2024
Decisão • atualizado em 14/02/2023 às 17:19

Nome da Avenida Castelo Branco é mantido por decisão da Justiça

A justificativa é que a mudança do nome tradicional da Av. Castelo Branco para “Agrovia Iris Rezende Machado” seria negativa para comércio local
O nome da Avenida já é referência para clientes de Goiás e outros estados. Foto: Reprodução
O nome da Avenida já é referência para clientes de Goiás e outros estados. Foto: Reprodução

A Justiça decidiu por manter o nome da Avenida Castelo Branco, por entender que a mudança do nome para “Agrovia Iris Rezende Machado” seria negativa para o comércio local. A juíza Jussara Cristina Oliveira Louza, responsável pela ação, destacou na decisão que a Av. Castelo Branco, cuja denominação data de 1976, é referência no comércio agropecuário no Estado e é considerada um ”shopping rural a céu aberto”.

O pedido foi apresentado em Ação Civil Pública pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Automotores de Goiás (Sincodive-GO), Sindicato do Comércio Varejista de Veículos e de peças para Veículos no Estado de Goiás (Sincopeças-GO) e Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás.

A magistrada destaca no documento que “sua importância extrapola a clientela local”, já que a Av. recebe clientes de outros estados. Ela entende que a alteração trazida pela lei impugnada traz impacto social de grande repercussão, podendo acarretar confusão de referência de localização.

Além disso, a mudança também acarreta gastos aos residentes e comerciantes locais, que terão que atualizar seus endereços e cadastros comerciais, e também todo material de uso comercial (cartões, sacolas, material de mídia e divulgação), em momento de nítida recuperação financeira, após período pandêmico que perdura por mais de três anos.

O diretor da Acieg e coordenador dos empresários da região da Avenida Castelo Branco, Ricardo Cantaclaro, entende que a decisão da justiça é importante e foi sensível às demandas dos empresários e moradores. “Vamos seguir na luta para que esta decisão seja mantida. Sentimos que a mudança foi atropelada e não ouviu quem está ali todos os dias, quem seria prejudicado com a mudança. Conseguimos a liminar e vamos lutar para que todas as instâncias mantenham a decisão”, destacou.


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