15 de julho de 2026
ELEIÇÕES 2026 • atualizado em 20/05/2026 às 10:25

“Negociata” e “patifaria”: Caiado cita “autoridade moral” e cobra que Flávio “preste contas” sobre encontro com Vorcaro

Pré-candidato ao Planalto afirma que nunca esteve envolvido em “negociatas”, fala em "patifaria" e defende que senador preste contas à população
Declarações do ex-governador foram na terça, após novas revelações sobre Flávio e Vorcaro - Foto: Wesley Costa / André Saddi - Secom Goiás
Declarações do ex-governador foram na terça, após novas revelações sobre Flávio e Vorcaro - Foto: Wesley Costa / André Saddi - Secom Goiás

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu na terça-feira (19) que a disputa presidencial esteja centrada em uma “autoridade moral”, convocando novamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para “prestar contas” à população. Pré-candidato esse ano, Caiado falou em autoridade moral para estar na disputa pela Presidência da República e, sem colocar o nome do senador na frase, usou as expressões “negociata” e “patifaria” para dizer que elas não pairam em seu currículo.

A cobrança ocorreu durante a participação de Caiado em um evento da Associação Paulista de Supermercados (Apas). A fala veio depois que se tornou pública a visita do senador ao banqueiro no ano passado, logo após ele ser solto da prisão e quando o escândalo do Master já era público e o banqueiro, inclusive, usava tornozeleira.

“Ganhar a eleição do Lula, nós ganharemos. Mas o que precisamos saber é quem terá autoridade moral para sentar na cadeira, quem terá independência intelectual para ter metas para o Brasil se desenvolver no mesmo ritmo que hoje os empreendedores conseguem implantar nas suas áreas. É este o desafio do país. (…) Tenho 40 anos de vida pública. Nunca pairou sobre Ronaldo Caiado qualquer dúvida sobre comportamento moral, ético e nunca me viram envolvido em negociatas ou qualquer tipo de patifaria”, afirmou Caiado.

Por outro lado, registou o  jornal O Globo nesta quarta-feira (20), Ronaldo Caiado evitou criticar abertamente Flávio Bolsonaro, mas disse que “cada um que tem seus problemas que se explique”.

“Todos nós esperamos que ele [Flávio Bolsonaro] realmente preste contas à população, é o que o povo espera. (…) Não cabe a cada pré-candidato ficar fazendo juízo de valor das pessoas”, declarou, segundo o jornal.

O ex-governador repetiu o discurso que já tinha usado na semana passada, quando disse que Flávio deveria “responder aos questionamentos” sobre o financiamento de Vorcaro ao filme “Dark Horse”, revelado pelo site The Intercept Brasil, a partir do vazamento dos áudios, muito embora, na ocasião, tenha afirmado que não seria “oportunista” sobre o assunto que era recente. Também disse que “falhas pessoais devem ser tratadas por cada um que venha a ser denunciado”, pregando a união da direita para “derrotar” Lula (PT).

Zema: “Assombração sabe para quem aparece”

Como lembrou O Globo, a reação divergiu do tom adotado por Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e também pré-candidato ao Planalto. Zema classificou na semana passada a atitude de Flávio como “imperdoável”. A fala rendeu críticas de familiares do senador, parlamentares bolsonaristas e integrantes do Novo que defendem uma aliança com o PL. Ao repercutir o tema durante o final de semana, o ex-mandatário mineiro disse que considerava o caso como uma “página virada”.

Ontem, entretanto, em meio ao relato feito pelo próprio senador sobre o encontro com Vorcaro, Zema disse que, mesmo morando em Belo Horizonte, nunca teve um encontro com o banqueiro e que “assombração sabe para quem aparece”.


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