30 de maio de 2024
Crime • atualizado em 15/08/2023 às 08:55

“Não vamos tolerar nenhum tipo de violência contra os nossos colegas”, diz Rafael Lara em coletiva na OAB Goiás

A instituição vai se habilitar como assistente de acusação nos dois casos e vai acompanhar o inquérito e a eventual ação penal até que o autor seja punido com o rigor da lei”, disse Martins
Presidente da OAB Goiás Rafael Lara Martins. Foto: Altair Tavares
Presidente da OAB Goiás Rafael Lara Martins. Foto: Altair Tavares

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), em conjunto com a Polícia Militar de Goiás e a Polícia Civil de Goiás, realizou, nesta segunda-feira (14/08), uma coletiva de imprensa para prestar esclarecimentos e anunciar ações acerca dos crimes violentos contra dois advogados, Charlesman da Costa Silvano, assassinado em Alexânia no dia 10 de agosto, e Marcos Cassimiro Fernandes de Oliveira, policial militar da reserva e advogado baleado em Goiânia no dia 12 de agosto.

Na coletiva, as autoridades informaram que os dois casos estão sendo investigados com prioridade e que já há suspeitos identificados e presos. O presidente da OAB Goiás, Rafael Lara Martins, lamentou o ocorrido e deixou claro que a instituição vai acompanhar os dois casos de perto e se habilitar como assistente de acusação.

“A OAB-GO está presente em todos os momentos para defender a advocacia e a sociedade. Não vamos tolerar nenhum tipo de violência contra os nossos colegas. A OAB-GO vai se habilitar como assistente de acusação nos dois casos e vai acompanhar o inquérito e a eventual ação penal até que o autor seja punido com o rigor da lei”, disse Martins.

Lara também comentou sobre a questão do porte de arma para os advogados, que tem sido discutida nas redes sociais após os atentados. Ele disse que a OAB-GO já se manifestou favoravelmente à inclusão da advocacia como atividade de risco no projeto de lei que trata do assunto, mas ressaltou que é um tema federal.

“O porte de arma é um tema federal, que depende de uma legislação específica. A OAB-GO já opinou pela inclusão da advocacia como atividade de risco e encaminhou ao Conselho Federal para pauta. Mas isso não significa que todos os advogados devam andar armados. Essa é uma escolha individual, que envolve uma série de requisitos e responsabilidades”, afirmou Martins.

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Delegada de Alexânia

Já a delegada Silzane Bicalho, titular da Delegacia de Alexânia, no Entorno do Distrito Federal, esclareceu que o advogado Silvano foi morto a tiros por um cliente, mas que ainda investiga se o crime foi passional ou motivado por vingança.

“Então, nós estamos investigando ainda. Há apontamentos de que ele realmente tenha ficado transtornado com essa história da esposa dele, bem como tem o processo. Nós ainda estamos investigando a motivação”, disse a delegada.

O coronel da Polícia Militar Alan Pereira Cardoso, falou sobre as duas operações policiais realizadas em Goiânia e Alexânia, no último sábado (12), que resultaram na prisão de quatro suspeitos de tentativas de homicídio contra os advogados.

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No caso de Goiânia, o coronel Cardoso disse que, através de imagens de câmeras de segurança, a polícia conseguiu identificar os autores do crime. Foram feitas diligências e a polícia localizou primeiramente o condutor da moto, que confessou ser o motorista e apontou onde estaria o atirador.

O atirador, então, foi preso e indicou que a arma usada no crime estaria na casa do seu padrasto, um revólver calibre 38, que também foi apreendido pela polícia. Segundo o coronel Cardoso, a motivação do crime seria uma desavença antiga entre o ex-policial e o atirador.

A PM desarticulou uma quadrilha em Alexânia

Já em Alexânia, o coronel Cardoso elogiou o trabalho integrado da polícia civil e da polícia militar e disse que a resposta rápida da polícia foi fundamental para prender o autor do crime e desarticular uma quadrilha que praticava tráfico na região do entorno de Brasília. “Através de diligências chegamos ao possível autor que foi preso logo em seguida, inclusive ele tentou resistir à prisão, foi necessário que as equipes efetuassem um disparo, ele foi baleado na perna por um policial militar e após a sua prisão no desdobramento disso tudo, chegamos até uma residência já no período da tarde, onde três indivíduos que tinham ligação com esse primeiro autor, por serem criminosos ali da região, resistiram à ação policial, houve um confronto e o óbito de três indivíduos de alta periculosidade, já condenado por latrocínio, outro com passagens por furto qualificado e receptação”, falou o comandante.


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Fabrício Carvalho

Casado com Kariny Melo e pai do Ítalo Melo. Na vida o que vale é ter histórias para contar.