25 de maio de 2022
Política

Na véspera de reunião com Direitos Humanos, tucano afirma que “bandido bom é bandido morto”

Líder do PSDB na Assembleia Legislativa e porta-voz informal do governo estadual, o deputado Túlio Isac disse hoje, por vollta das 16 horas, em discurso na tribuna, que a política de segurança pública do governador Marconi Perillo está “correta” e não “deve
mudar”. “Para mim, bandido bom é bandido morto, sim, senhor”, afirmou por três vezes consecutivas. Segundo Túlio, a polícia goiana age corretamente quando “mata bandidos” e que defensores dos direitos humanos ficam reclamando no governo
federal porque “gostam de bandidos e nunca visitam os familiares das vítimas”.

Segundo Túlio Isac, o governador Marconi Perillo não deve mudar em nada a linha adotada até hoje na segurança pública. “Tem que é botar a Rotam nas ruas, eu quero rotanzeiro nas ruas, que matem cada bandido com seis ‘balaços’, se tivessem matado
o bandido que matou o Valério Luís, o filho do Manoel de Oliveira estaria vivo até hoje”, afirmou.

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A declaração de Túlio Isac ocorrre um dia antes do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) realizar reunião extraordinária em Goiânia para tratar justamente de grupos de extermínio infiltrados na polícia goiana.

A reunião deve ser comandada pela ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que preside o CDDPH. Em 50 anos, é apenas a terceira vez na história que o CDDPH faz uma reunião extraordinária fora de Brasília – as outras
duas vezes foram no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

Amanhã, às 10h30 da manhã, a ministra e os conselheiros do CDDPH se reunirão com o governador Marconi Perillo (PSDB) no Palácio das Esmeraldas para saber se existe mesmo um direcionamento do governo Marconi Perillo a favor de uma
polícia mais violenta. Nos últimos 12 anos, 36 pessoas desapareceram após serem abordadas por policiais militares goianos.

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Já na reunião que começa às 14 horas está prevista a participação de representantes do Conselho Nacional do Ministério Público e do Conselho Nacional de Justiça. Deverão ser ouvidos parentes de vítimas da violência policial e autoridades da área.

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