Foi inaugurada nesta quarta-feira (11) a obra de restauração do Museu Zoroastro Artiaga, uma das obras arquitetônicas de Goiânia. O governador Ronaldo Caiado comentou a importância de devolver qualidade ao patrimônio que integra as obras históricas do complexo da Praça Cívica.
As obras, iniciadas em 2024, receberam investimento de R$ 6,6 milhões do Tesouro Estadual e contemplaram a preservação do conjunto arquitetônico tombado, além da modernização dos sistemas elétrico e luminotécnico, reforço estrutural e adequações às normas de prevenção e combate a incêndios.
“Era totalmente insalubre, aqui esse museu era goteira por todo lado, paredes rachadas”, citou Caiado. Segundo ele, as equipes da Secretaria Estadual de Cultura encontraram vidraças e obras originais internas encobertas com tinta. “Eles tiveram um trabalho enorme para restituir, recuperar tudo aquilo que era original”, pontuou.
Caiado observou que considera o prédio do Museu Zoroastro Artiaga uma construção tão importante quanto a do Palácio das Esmeraldas, ambos mantidos no estilo das décadas de 1930 e 1940, sendo que o museu “ainda tem mais detalhes externos, das linhas retas, da perspectiva da art déco do que qualquer outro prédio da Praça Cívica”, avaliou.
A cerimônia também marcou a abertura da exposição “Manarairema – Arte Contemporânea em Goiás”, que reúne obras de artistas de diferentes linguagens e contextos da produção contemporânea no estado. A mostra propõe um olhar crítico e sensível sobre o território goiano, suas memórias e possibilidades de reinvenção, e permanece em cartaz até 17 de maio, com entrada gratuita.
De saída do governo
Prestes a deixar o governo para Daniel Vilela, seu vice, conduzir, Caiado não se furtou às perguntas da imprensa sobre o contexto político. Ele confirmou que deixa o governo em 19 dias para assumir andanças pelo país em sua pré-campanha à Presidência da República.
Também sugeriu que não sejam feitas comparações entre os seus quase dois mandatos completos com o tempo em que o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB) à frente – ele assumiu em 2025. “Seria uma comparação desigual, porque eu estou entregando no meu sétimo ano e terceiro mês. Ele está no primeiro ano do terceiro mês, então, eu acho que nós temos que ter uma noção do tempo”, apontou.
Arquivado inquérito sobre árvores ao lado do Museu
Presente no evento, o delegado titular da Delegacia Estadual do Meio Ambiente, Luziano Severino de Carvalho, informou que o inquérito instaurado sobre o corte de árvores ao lado do museu foi arquivado. Perguntado pelo jornalista Altair Tavares, editor-geral do Diário de Goiás, a respeito, ele confirmou o fim do inquérito e justificou que foi comprovado que a remoção atingia mais árvores agressivas ao cerrado, como da espécie fícus que colocavam a população e o museu em risco.
A decisão, conforme o delegado, foi tomada após ouvir a Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia (AMMA) e o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) e comprovar que houve compensação ambiental através do plantio de mudas em outras regiões da cidade. “Está havendo corte de árvores, mas [são] árvores comprometidas, e está havendo um replantio muito grande”, disse ele.
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