19 de julho de 2026
RAIO-X

Mulheres são 40% do total de pessoas empregadas nas grandes empresas goianas

Cresceu presença de pretas e pardas nas companhias com 100 ou mais funcionários no estado, conforme levantamento, mas desigualdade salarial persiste
Mulheres estão mais presentes nas empresas, mas recebem menos. (Foto: Reprodução)
Mulheres estão mais presentes nas empresas, mas recebem menos. (Foto: Reprodução)

Dados do Painel do Relatório de Transparência Salarial mostram que as mulheres representam 39,9% do total de empregados em estabelecimentos com 100 ou mais funcionários em Goiás. Apesar disso, ganham 22,9% a menos que os homens nestas companhias.

Segundo o relatório, o número de mulheres pretas e pardas empregadas em estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores cresceu 29% entre 2023 e 2025, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões, o equivalente a mais de 1 milhão de novas contratações formais.

Goiás contava, em dezembro de 2025, com 1.490 estabelecimentos com 100 ou mais empregados, responsáveis por 518,4 mil vínculos empregatícios. Desses, 206,9 mil eram ocupados por mulheres, sendo 148,7 mil por mulheres negras (71,9%) e 58,1 mil por mulheres não negras (28,1%).

Os homens empregados nessas empresas somavam 311,4 mil, dos quais 226,6 mil eram negros (72,7%) e 84,8 mil não negros (27,2%).

Os dados fazem parte do Painel do Relatório de Transparência Salarial, divulgado na última segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres, juntamente com o 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial. Este relatório mostra, também, que o mercado de trabalho formal brasileiro avançou de forma significativa em 2025, com destaque para a ampliação da participação feminina e, especialmente, para o crescimento da contratação de mulheres negras em grandes empresas.

O levantamento apurou que o quantitativo de mulheres pretas e pardas empregadas em estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores cresceu 29. Já o crescimento do emprego na soma total de mulheres foi de 11% e passou de 7,2 milhões para 8,0 milhões, um aumento de 800 mil empregadas no período.


Leia mais sobre: / / Economia